segunda-feira, 12 de agosto de 2019

#Citação 29

Às vezes uma boa história faz com que nos lembremos de quem queremos ser. Deve ser por isso que há tantas: histórias sobre o bem e o mal, histórias sobre o triunfo do espírito humano, histórias sobre viver e morrer, e sobre como viver apesar da morte. 
 – Henry, em O Livro de Henry.

domingo, 11 de agosto de 2019

Resenha: Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível

Título Original: Christopher Robin

Título Nacional: Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível

Direção: Marc Forster

Gênero: Família, comédia, drama

Duração: 1h43min

Estreia: 16 de agosto de 2018






Lembro quando eu era criança e assistia aos desenhos do Ursinho Pooh na televisão e de como eu gostava (apesar que por não ser tão frequente aparecer na televisão, não me lembro dos desenhos em detalhes). Então nesse filme deu para conhecer e relembrar mais dos personagens. É interessante notar que muitos deles representam um sentimento: Pooh é o amor e o otimismo. Leitão é o medo. Ió é a tristeza, o pessimismo. Tigrão é a alegria, a coragem. Eles têm características tão fortes e únicas, que lhes fazem ser personagens marcantes. Apesar de serem personagens conhecidos, foram poucas as vezes que eu pude ver um desenho deles na televisão durante minha infância, por isso não me lembro de ter visto Christopher Robin alguma vez. Mas agora deu para conhecê-lo.

Um filme live-action do Ursinho Pooh e sua turma poderia muito bem ser feito no formato de filme infantil comum com uma criança sendo protagonista. Mas esse é um daqueles que a Disney preferiu não fazer uma releitura do clássico em forma humana, e sim contar uma nova história, uma nova adaptação. Assim sendo, Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível vem carregado de drama do tipo que te faz chorar e com mensagens importantes sobre o fim da infância e da inocência, a dura vida do mundo dos adultos, o esquecimento da sua infância, e como consequência, a não compreensão da infância dos filhos e o grande foco dado ao trabalho em detrimento da família.

Tenho vergonha em dizer isso, mas confesso que chorei (várias vezes) durante o filme. O tom do filme, a trilha sonora no fundo, os diálogos, e as expressões do rosto de Pooh, que mesmo discretas, são perceptíveis, te levam a isso. E o processo de crescimento da versão adulta de Christopher Robin ao perceber o que mais importava na vida, e que não deixa de ser uma crítica que o filme faz a todas as crianças que cresceram, se tornaram adultos e se esqueceram como é ser criança, é algo bonito. O filme tenta te sensibilizar ao passar a mensagem que pretende, e dessa forma consegue conquistar tanto as crianças, com sua história de fantasia e aventura, como os adultos (fórmula usada amplamente pela Pixar e que sempre dá certo).

O diálogo final, apesar de bem simples, resume bem toda a mensagem do filme, se você prestar bem atenção:

- Christopher Robin, sabe que dia é?
- É hoje.
- Ah, o meu dia preferido!
- Meu também, Pooh. Hoje.
- Ontem, quando era amanhã, sabe, era dia demais para mim.
- Ursinho bobo.

Ou seja, não viva se preocupando com o amanhã. Simplesmente viva o hoje, aproveite a sua vida hoje. E como disse Evelyn, a esposa de Christopher Robin, em determinado momento, a vida não é só trabalho, e ela está passando.

Nota:


sábado, 20 de julho de 2019

#Citação 28: O legado das nossas vidas

Todo mundo fala sobre deixar uma marca. Mas, não acham que isso só serve para evitar a nossa crise existencial? (...) Legado não é o que a gente escreve no currículo, nem os dígitos no saldo bancário. São quem damos a sorte de ter em nossas vidas e o que podemos deixar para elas. Nossa única certeza é o aqui e agora e devemos fazer o melhor possível enquanto estamos aqui.

– Henry, em O Livro de Henry.

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Para refletir.

Realmente, quando se faz atividades como "qual o legado que você quer deixar para o mundo" ou "escreva o seu obituário" na escola, geralmente colocamos os nossos maiores sonhos, sonhos grandiosos, que mudarão a nossa vida e a história do mundo. Depois que crescemos os sonhos cedem lugar ao conformismo com a realidade, tanto em relação às nossas habilidades e limitações, quanto ao ambiente que nos cerca (local onde moramos, classe social, etc.). E quando a gente percebe que a vida é só isso, é só estudar, trabalhar e dormir, parece que ela não tem sentido, e então você começa a se perguntar qual o sentido da vida, por que você existe, para que você serve, qual o seu papel no mundo. Será que a gente existe só por existir? Quantas gerações de pessoas já não passaram por aqui e morreram e você nem sabe quem elas são e o que fizeram? A maioria das pessoas não conhece nem sequer a história de seus bisavós, que normalmente já estão mortos quando nascemos. Só conhecemos a história, e muito mal, dos nossos avós. Da mesma forma, os nossos pais, a quem amamos, um dia também serão esquecidos e os nossos netos não os conhecerão (a não ser que eles tenham sorte em viver muito). Essa é a crise existencial que a citação se refere.

Para quem é cristão e lê a Bíblia sabe que estamos aqui com um propósito. Deus criou o homem porque se sentia só, e toda a criatura e criação existente existe por cauda dEle e para a glória e honra dEle. Tudo o que vemos à nossa volta serve para nos lembrarmos do seu grande e infinito poder, de como Ele é Maravilhoso e de como precisamos dEle. Se Deus nos criou porque se sentia só, isso quer dizer que temos que ter um relacionamento com Deus, temos que ser próximos dEle, andar segundo a sua vontade, descrita na sua Palavra, para que assim possamos cumprir o seu propósito da Criação. Como o pecado dos homens estava muito grande e a Lei dada por Deus já não servia mais, Ele mandou seu filho único Jesus para nos livrar dos pecados e nos dar novas orientações sobre como poderíamos verdadeiramente ser próximos de Deus. Através de Jesus aprendemos que estar próximo de Deus e obedecer a Sua Palavra não significa apenas fazer isso de modo obrigatório, como um mero ritual ou regra a ser seguida, mesmo contra a nossa vontade. Fazer o que é a vontade de Deus significa realmente viver o que Ele quer, significa obedecê-lo com o coração, significa compreender o significado de seus ensinamentos e internalizar isso. Não é obedecer uma regra só porque foi determinada, e sim entender o que ela quer dizer e obedecê-la de coração, porque isso que torna o homem e Deus mais próximos, isso é o que faz essa proximidade se tornar um relacionamento. Não é muito diferente de quando um pai ou mãe procura explicar as razões de determinada regra para o seu filho ao invés de apenas determiná-la e pronto. Foi mais ou menos isso o que Jesus fez.

Concluindo, na citação acima o personagem fala que o nosso legado é a sorte de ter quem temos nas nossas vidas e o que podemos deixar para elas. Ele diz que devemos fazer sempre o nosso melhor enquanto estamos vivos. A realidade é que pouquíssimas pessoas chegarão ao que chamamos de sucesso (fama, dinheiro, reconhecimentos, etc.), mas mesmo essas que chegam lá, talvez não sejam um sucesso em sua vida pessoal e familiar. Elas podem ter feito coisas que mudaram o mundo, ou simplesmente que mudaram a sua vida, mas não conseguem ter paz em casa, ou mesmo com tudo o que possuem não conseguem ser felizes. Não generalizando, claro. O que estou querendo dizer é que não adianta você conseguir o mundo, se pelos seus você não fizer nada. As pessoas ao seu redor, principalmente da sua família, são os seus "bens" mais importantes, e se você fizer o melhor possível para ajudá-las e ser útil a elas, você já estará cumprindo uma função no mundo. Se você se esforçar para fazer sempre o melhor possível, não com a intenção de ser reconhecido depois, mas de coração, porque é isso o que você realmente quer fazer, você já estará deixando a sua marca. Pode até não ser uma marca no mundo, mas será uma marca no mundo de alguém. E esse será o seu legado. E ainda estará cumprindo um mandamento de Jesus: "Amai o próximo como a ti mesmo".

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Como está sendo fazer Pedagogia à distância

Nessa postagem vou falar como está sendo a experiência de fazer Pedagogia à distância em 3 pontos: como é estudar numa faculdade EAD, sobre o Claretiano, a faculdade onde estudo, e sobre a faculdade de Pedagogia em si.

Se você já pesquisou uma vez na vida como é fazer uma faculdade ou uma pós à distância, provavelmente deve ter achado vários comentários dizendo que não é fácil, que é puxado e com mais exigências que uma faculdade presencial. E é por aí mesmo. Lembro que a minha faculdade de Administração, com exceção de uma matéria ou outra, em que o professor exigia um pouco mais, foi bem light, deu para fazer empurrando com a barriga. Em semana de prova, eu estudava a matéria meia hora antes pelas minhas anotações do caderno ou pelos slides e conseguia passar com nota boa. Com a faculdade EAD não está sendo simples assim. Cada matéria tem apostilas com algo entre 100 e 200 e poucas páginas que devem ser lidas. No 1º semestre tive 3 matérias. Uma teve 1 apostila, outra teve 2, e outra teve umas 5, cada uma com suas 200 e poucas páginas (essa matéria não consegui ler tudo. No começo me preocupava, mas depois, quando vi que não ia conseguir ler tudo, deixei de mão). É muita leitura e você deve ler, senão não vai saber fazer a prova ou os trabalhos e questões que eles dão para responder valendo ponto.

Cada matéria tem um cronograma, dado logo no início do semestre, em que constam datas de atividades de fórum, questões valendo ponto, trabalhos e as leituras que devem ser feitas nas apostilas. Em relação às leituras, ele dá umas 3 semanas para você ler 2 capítulos das apostilas. O ideal é que você leia dentro do prazo, senão, depois começa o novo ciclo, com novas leituras para serem feitas e você fica com coisa acumulada. E lembrando, no final no semestre tem prova no polo, e não tem professor para dizer: “estude tal assunto que vai cair na prova”. Você tem que estudar tudo.

Sobre o Claretiano especificamente, que é onde estou fazendo minha faculdade, ela é bem organizada. As apostilas são de qualidade, muito bem escritas e diagramadas, o sistema EAD deles é bonito, organizado e estável. A única coisa que eu sinto falta é de vídeos. Eles têm dois vídeos para cada matéria, com duração entre 7 e 17 minutos, mais ou menos, mas são introdutórios, então não servem para muita coisa. Se você quiser saber do assunto terá que se dedicar às apostilas mesmo, não tem para onde correr. O ruim disso é que nem sempre você está a fim de ler, mas mesmo assim tem que se forçar a ler se não quiser se prejudicar.

Sobre isso, tenho uma colega que trabalha em outra escola que também está fazendo Pedagogia. Ela está fazendo pela Unyleya e disse que lá, além dessas apostilas igualmente extensas, também tem vídeos para cada assunto, e que eles são maiores do que a duração dos vídeos do Claretiano. Então você vê que o método e a organização variam de faculdade para faculdade. Só que você não tem como descobrir até se matricular e ver, já que as faculdades não dão esse tipo de informação. É por isso que eu estou falando da minha experiência aqui no blog para ajudar quem tiver interesse. Mas de resto, estou satisfeito com a instituição onde estudo.

Sobre estudar Pedagogia, não estou gostando de estudar as teorias. Como eu não gosto de estudar teorias, é chato ficar lendo determinados assuntos. No 1º período, das 3 matérias que tive a que mais gostei foi Psicologia da Educação. Eu nunca tinha estudado nada de Psicologia antes, então agora deu para sentir um gostinho e essa foi a prova de que eu realmente gosto dessa área (apesar de ter teorias que eu também não estava muito interessado em aprender, principalmente as mais antigas). Currículo e Avaliação começou bem, falando de sala de aula, mais depois virou aula de política e era assim em todas as apostilas da matéria. Essa foi a pior matéria. Não era falado de mais nada a não ser política, porque, segundo os teóricos, a educação não é neutra, a educação é política, é papel do professor ensinar os alunos a pensar de forma crítica, etc. O maior mentor dessa ideia é Paulo Freire. Eu até li (por conta própria) o livro Pedagogia da Autonomia e vi isso. Só que essa educação política e ideológica defendida é a de esquerda. Nunca deve ser a de direita, essa não pode. Eu, obviamente discordo disso. Para mim isso é doutrinação. E a terceira matéria, Fundamentos da Educação, conta a história da educação, desde os tempos antigos até os dias de hoje. Também não foi muito interessante (por que eu preciso saber como era a educação na época da Grécia Antiga, Egito Antigo, Roma, época da Igreja Católica, etc.??? Eu quero saber como é a educação hoje e o que podemos fazer para melhorá-la!), mas não foi tão ruim quanto as aulas de Política na Educação, digo, Currículo e Avaliação.

Na prova do final do semestre cada matéria tem duas questões abertas e todas as outras são fechadas. Nas abertas eu escrevi o que eles queriam ouvir quando a pergunta era sobre política e acertei essas questões. Elas foram fáceis. Difícil era quando perguntavam “o que diz a teoria tal”. Foi uma questão desse tipo que eu não consegui acertar em Psicologia da Educação e que fez a minha nota ficar abaixo do que eu esperava. Mesmo essa sendo a matéria que eu mais gostei, tive problemas por causa de teoria. Gostei de Psicologia da Educação porque enquanto eu lia o texto ela falava de coisas mais práticas. Mas quando falava de teoria em si, teoria desenvolvida por Fulano, Sicrano e que não foram dados exemplos práticos, aí o negócio complicava.

No fim das 3 matérias, uma eu passei com 8 (Fundamentos da Educação) e as outras 2 eu passei com 6 e alguma coisa (Currículo e Avaliação e Psicologia da Educação). A média é 6, ou seja, eu passei me arrastando em 2 das 3 matérias. Isso foi desanimador para mim, ainda mais porque a prova não estava difícil. O desânimo veio porque eu comecei a pensar em como é que eu vou conseguir passar num concurso desse jeito, onde as questões são puramente baseadas em teorias e de forma muito mais aprofundada do que as questões da faculdade. O meu maior medo é estar fazendo essa faculdade, não conseguir passar em nenhum concurso e ter todo o dinheiro do investimento sendo em vão.

E no próximo período, vão vir mais matérias com cara de bem teóricas e com cara de que vai ter mais política no meio. Tem que ter paciência para estudar essas coisas que você não gosta, que nunca vai usar na prática, mas que precisa estudar agora.

Então é isso. Novidades que forem surgindo eu vou contando por aqui, como sempre.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Comentário: O Livro de Henry


O Livro de Henry começa como um filme bonitinho quando mostra a relação de Henry com seu irmão Peter e com a mãe deles, Susan. Inicialmente parece que vai ser isso, um filme de família, com alguns dos clichês que esses filmes podem ter. Mas depois ele se torna dramático, sério, e no final conta com um ótimo suspense. E isso não fica misturado. Cada “gênero” tem seu momento e se desenrola bem na trama. A história é boa, o roteiro é bem escrito e você tem algumas surpresas durante o filme. Ele é também bem executado e dirigido. Os personagens são bem trabalhados e as atuações são ótimas. Para mim funcionou. Queria ler um livro com a história desse filme, acho que seria ótimo.

Nota:


terça-feira, 16 de julho de 2019

Resenha: Assunto de Família

Título Original: 万引き家族

Título Nacional: Assunto de Família

Direção: Hirokazu Kore-eda

Gênero: Drama

Duração: 2h01min

Estreia: 10 de janeiro de 2019







Atenção: esta resenha contém spoilers.

Assunto de Família é um filme japonês que conta a história de uma família pobre que tenta viver e ajudar uns aos outros da maneira que podem. É mostrado que nessa família existem coisas erradas (como os furtos em supermercados, por exemplo), mas até certa parte do filme você não consegue ver isso de forma tão ruim assim. É um filme calmo, de ritmo lento, que parece que não tem uma história de verdade a contar, a não ser mostrar o dia a dia pacato dessa família, quando no meio do filme ele lhe surpreende com uma virada e várias revelações que mostram que todas aquelas pessoas não são quem você pensava que era (apesar do filme dar algumas dicas antes, mas que passam desapercebidas por falta de informações maiores).

Um assunto dá para ser debatido acerca desse filme: até que ponto o certo é certo e o errado é errado? Até que ponto isso pode ser relativizado? Até que ponto uma família de golpistas pode ser ruim? E até que ponto os pais biológicos de uma criança podem ser o melhor local para elas ficarem (quando elas são abandonadas e maltratadas)? Dentre as várias coisas erradas praticadas pelos personagens, o que tem mais peso é em relação à questão das crianças. Elas foram criadas como filhos, recebendo atenção, carinho e amor que aparentemente não tinham em casa, com seus pais biológicos. No caso de Shota, não existem muitos detalhes acerca de sua história do passado, a não ser a versão contada pelos pais adotivos de que ele foi salvo num carro. Mas para a polícia, tanto Shota quanto Yuri foram raptados. E apesar do sentimento que os dois sentiam por seus pais adotivos, como o filme deixa bem claro em seu final, a família iria toda fugir e abandonar Shota sozinho no hospital. Apesar de Shota e Yuri se sentirem amados e protegidos naquela casa, a realidade é que eles estavam sendo treinados para serem bandidos, e esse seria o futuro deles. Isso já começava a incomodar Shota, que começava a questionar a ética das justificativas de seu pai para roubar. E talvez isso o tenha influenciado a “ser pego de propósito”, como ele chegou a falar.

No geral é isso aí que está no parágrafo anterior. Na minha opinião, por mais bem que essas crianças se sentissem naquela casa e com aquela família, era fato que ali não era o lugar certo para elas. Ali elas não tinham educação, não tinham bons exemplos para terem um futuro de trabalho, e cresceriam em eternas mentiras, roubos e fugas. Por mais que doa nos personagens o distanciamento causado pelas descobertas da polícia, as crianças tiveram o melhor destino possível (Yuri tem problemas com a mãe, e esse é um questionamento legítimo que o filme traz, mas acho que é melhor ela ficar com essa mãe do que com uma família de foragidos da polícia) e os pais tiveram os destinos que mereciam. A mãe adotiva se redime depois ao contar a verdade a Shota, dando informações para ajudá-lo a achar os seus pais biológicos. São várias questões que podem ser consideradas e debatidas acerca desse filme, que conseguiu de maneira simples e com uma linguagem própria contar sua história e levantar seus questionamentos.

Nota:


sábado, 29 de junho de 2019

Resenha: Cafarnaum

Título Original: Capharnaüm

Título Nacional: Cafarnaum

Direção: Nadine Labaki

Gênero: Drama

Duração: 2h06min

Estreia: 17 de janeiro de 2019







Cafarnaum é um filme tocante e ao mesmo tempo muito real que conta a história de Zain, um menino libanês de 12 anos, de uma família pobre, que sai de casa e depois processa os pais. O filme choca com suas cenas desde o início, porque é difícil ver as coisas que Zain tem que fazer para sobreviver e se proteger, mesmo tendo apenas 12 anos.

O filme é tão real que você chega a pensar que se trata de uma história real, quando na verdade não é. Mas a realidade tratada no filme existe, inclusive o ator que fez Zain (que também se chama Zain), viveu algumas daquelas situações. Algumas de suas falas no filme foram criadas por ele mesmo, de acordo com sua própria experiência. E a atuação dele é excelente, mesmo ele nunca tendo trabalhado como ator antes. Foi uma atuação bem natural. A mesma coisa dá para dizer aos demais atores do filme, que também não eram atores profissionais e que passaram por dificuldades parecidas com as que o filme retrata.

O filme é excelente, emocionante e muito bem feito em todos os sentidos. Merecia mais ter ganhado o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro do que Roma, que apesar de tecnicamente bem feito, será facilmente esquecido (se é que já não foi) ao longo do tempo.

Nota: