sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Como é o meu dia a dia no trabalho

Faz quase dois meses que comecei a trabalhar. No dia da lotação (o dia em que você escolhe, dentre as opções disponíveis, onde quer ficar) só tinha disponíveis creches, não que não tivesse vagas em escolas, mas porque tinha sido uma ordem do Secretário da Educação, que disse que as vagas em creches tinham que ser preenchidas primeiro. Muita gente não gostou, porque existem mais escolas em mais locais, enquanto as creches nem sempre são de fácil acesso. Mas já desde aquele dia ficamos sabendo que em creche tem menos trabalho que em escola. O professor que nos recebeu nesse dia, que hoje trabalha na área administrativa do setor de lotação da Secretaria de Educação, disse que se fosse ele, ele iria preferir trabalhar mais em creche do que em escola (talvez para nos animar), porque as creches são mais tranquilas em trabalho e mais silenciosas, e que as crianças dormem no começo da tarde.

No dia seguinte eu já estava indo para a creche, no meu primeiro dia de trabalho. Como a secretaria é na parte da frente da creche e as salas é na parte de trás (e no meio tem um corredor e depois a cozinha), a gente que fica na secretaria não escuta som nenhum de criança, mesmo quando elas estão acordadas. É realmente muito tranquilo. Do lado da creche onde trabalho tem uma escola municipal, e sempre que eu passo por ela na rua e está na hora do recreio ou algo assim, é bem barulhento, com aquele som típico de escola.

O meu primeiro sentimento no trabalho, no meu primeiro dia, foi de decepção. Eu estava animado para começar e realmente queria trabalhar, trabalhar de verdade, mas não tinha nada para fazer. Assim que cheguei a gestora da creche me mandou ir num órgão da prefeitura, o mesmo onde foi feita a lotação, para entregar alguns papéis. Fui e quando voltei fiquei olhando para a cara dela esperando que ela me dissesse o que fazer, então ela disse que eu podia ficar no computador se quisesse, e que lá era assim, tinha dia que é bem tranquilo. No decorrer do dia aparecia alguém lá querendo pegar um brinquedo na brinquedoteca para levar para a sala de aula, então eu ia numa salinha que tem atrás da secretaria e pegava a chave. Ia lá na brinquedoteca e dava o brinquedo à pessoa que pediu, e anotava num caderninho o brinquedo que foi pego. Quando as crianças vão tomar banho, as estagiárias aparecem lá para pegar o sabonete líquido. A minha gestora prefere não dar o sabonete em si, então as estagiárias vêm com o frasco vazio, e eu pego um cheio e derramo no vazio até a metade (ordem da diretora) e elas levam. Às vezes vem uma professora pedir material de papelaria (cartolina, papel crepom, cola, tesoura, etc.). Então eu pego a chave de uma sala chamada de “Pedagógico”, que é uma bagunça só e tem muita coisa velha acumulada que poderia ir para o lixo, e pego o material que a professora quer e dou a ela. Essa é basicamente a minha rotina diária até hoje. Nos primeiros dias a diretora dizia “Jóckisan, pegue ali a chave de tal lugar”, “Pegue ali a chave da sala tal”. E eu pensava: “Poxa, o meu trabalho aqui é só pegar a chave!” kkkkk

Nos dois primeiros dias eu fiz apenas isso e passei a maior parte do tempo no computador sem ter nada para fazer. Eu me senti um inútil. Como é que o Secretário da Educação disse que era urgente a lotação dos novos servidores nas creches, se quando você chega lá não tem nada para fazer? E ainda tem um estagiário na secretaria de manhã, e uma professora readaptada fazendo trabalho de apoio à tarde. A sala é pequena, só tem duas mesas, sendo que uma é da diretora, e a outra é que tem o computador (apenas um computador), para ter 3 pessoas na sala (apesar que o estagiário da manhã falta muito, mesmo sendo filho da diretora). Eu realmente não esperava por isso, ainda mais porque a imagem que eu tinha do que era trabalho era aquela que eu tive no único estágio que fiz em 2014, onde não faltava trabalho, e quando você acabava uma coisa, tinha outra, e um atraso ou um dia de falta já deixava acumulado muita coisa.

No processo que levou até começar a trabalhar, o grupo das pessoas que foram nomeadas comigo criou um grupo no WhatsApp para trocar informações e tirar dúvidas entre a gente. Somos em 33, e essa comunicação foi e continua sendo muito útil. Por sorte lá não tem mensagens de bom dia e nem compartilhamento de correntes. É só conversa sobre trabalho e coisas relacionadas a isso (mas mesmo assim muita conversa. Tem dia que chega a ter mais de 300 mensagens, e só de conversa relacionada ao trabalho, coisas da prefeitura, etc.). E o pessoal é legal. E nesse grupo o sentimento geral era esse, todo mundo meio desanimado por não ter nada para fazer, com exceção de duas pessoas, que ficaram em creches maiores e que tinham muito trabalho para fazer desde o primeiro dia.

Nos outros dias que se seguiram foi aparecendo mais trabalho para mim. Hoje eu faço as folhas de ponto todo mês (mas não controlo as faltas, pelo menos não ainda), faço o relatório de faltas dos funcionários e estagiários (chamado de “Mapa de Faltas”, que nada mais é do que uma tabela para preencher) para enviar para a prefeitura, arquivo os documentos que chegam de materiais entregues na creche (de limpeza, alimentos, água, materiais escolares que a prefeitura manda, etc.) e declarações, guardo os materiais que chegam (os que forem materiais escolares/pedagógicos, quando é alimentos, quem cuida disso são as mulheres da cozinha), vou na prefeitura ou no outro órgão da Secretaria da Educação para a entrega de documentos, atendo telefone ou alguém que chega lá pedindo informação. Mas não faço tudo isso todo dia. Por isso tem dia que é mais agitado (mas nunca tão ocupado como era no meu estágio, e nunca com pressão, o que é ótimo), mas tem dia que é mais tranquilo e não tem nada para fazer. Vai variando.

Hoje já estou mais acostumado a essa rotina, acostumado até a ficar sem fazer nada. Não me sinto muito à vontade de ficar na internet lá, porque a minha mesa fica do lado do da diretora, mas não exatamente de lado, mas um pouco a frente. O monitor é alto e grande (deve ter umas 20 ou 20 e poucas polegadas), então dá para ver tudo o que faço, fico com aquela sensação de estar sendo vigiado, mesmo ela não estando olhando (ela fica no celular, bem entretida rs). Mas quando estou sozinho, o que acontece com certa frequência, é melhor.

Nas conversas do grupo do WhatsApp descobrimos que tem muita coisa que depende da gestora. Por exemplo, a minha carga horária é oficialmente de 8h + 1h de almoço, mas a minha gestora deu a opção de fazer horário corrido, ou seja, apenas as 8h. Ela disse que eu podia fazer corrido ou tirar 1h de almoço de quisesse, e eu disse que queria tirar 1h de almoço para poder almoçar, mas ela disse que lá todo mundo fazia corrido, mas que parava para almoçar. A diferença era que a pessoa não iria ter 1h de intervalo para ficar sem trabalhar e poder sair e comer fora, por exemplo, tendo que acabar de almoçar e voltar para o trabalho. Então escolhi fazer corrido mesmo (apesar que a “escolha” não era bem uma escolha, quando ela já tinha dito que lá todo mundo fazia corrido). No ponto eu tenho que colocar o horário com a 1h de almoço, porque esse é o horário oficial determinado pela prefeitura. Fazer corrido é um acordo informal que você faz com a diretora. Tem diretoras que permitem fazer horário corrido, mas tem outras que não deixam.

Tem gestora, como a minha, que deixa a gente almoçar o almoço da creche, tem outras que não deixam, porque dizem que a comida que chega é apenas das crianças, e então você tem que levar o seu de casa. Tem gestora que é mais centralizadora, outras são mais decentralizadoras e dão mais liberdade e mais trabalho. Tem gente do grupo do WhatsApp que faz coisas que não faço, o que mostra que até o seu trabalho vai depender da diretora delegar as funções. A maioria do grupo fez o Mapa de Faltas desde o mês que chegou, e eu só fiz o primeiro Mapa de Faltas dos funcionários esse mês. Tem diretora é mais gentil e amável. Tem gestora que é péssima, como o caso de uma moça do grupo que relata suas histórias horríveis. A minha gestora não é das mais simpáticas. Ela é exigente e chatinha, mas dá para levar tranquilo. Só em não ter pressão é uma benção. O meu chefe no estágio era pior. Tem gestora que ficou feliz ao descobrir que teria uma agente administrativa trabalhando. Outras foram indiferentes, como a minha, apesar de hoje eu achar que ela está percebendo a minha utilidade. Então como dá para ver, tudo depende da gestora, da personalidade dela e das suas regras. E é a gestora que decide o seu horário de trabalho. Tem gente que trabalha das 7h às 15h, outros das 7h às 16h. Eu trabalho das 10h às 18h, um bom horário porque não preciso me acordar tão cedo.

No geral, hoje, quase 2 meses depois, posso dizer que aquele sentimento de decepção já passou e que estou gostando do trabalho, já acostumado com ele. O único problema é que a creche onde estou é longe. Tem dia que chego em casa de 8h, 8h30. Teve um dia que cheguei de 8h45, sendo que largo de 6h da noite. Quando tenho sorte, chego em casa de 7h30, que é o horário normal. Se eu chego mais tarde que isso é porque o ônibus está demorando mais que o normal para passar, ou porque ele está vindo tão lotado que não para na parada, ou por causa de um engarrafamento demorado, e isso acontece com frequência. A volta para casa é o mais cansativo, principalmente quando eu venho o caminho inteiro em pé. Por causa disso estou pensando em pedir transferência para alguma escola mais perto para mim, e o prazo de transferência está aberto agora (depois só ano que vem). Os pontos negativos é que estarei me arriscando em relação à gestora e às outras pessoas que trabalham na escola. Lá na creche todo mundo é muito legal, as professoras, as cozinheiras, os porteiros e o pessoal dos serviços gerais, o que dá um ambiente leve e tranquilo de trabalho. Só pelo fato de eu ir para uma escola já sei que vou trabalhar mais, justo agora que me acostumei com o ritmo de trabalho da creche, mas o pior mesmo é que a gestora pode ser mais chata, mais exigente, mais complicada. E as outras pessoas também, apesar que a gestora é o pior, já que é com ela que estarei lidando na maior parte do tempo. Mas isso é algo a se colocar na balança, se vale a pena o risco para ficar num local mais perto de casa. Depois digo aqui o que decidi.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Já que Bolsonaro ganhou vamos torcer para que dê certo

Já falei aqui das minhas considerações sobre o 1º turno, e agora vou falar sobre o 2º turno. No 2º turno resolvi votar nulo. Achei Bolsonaro e Haddad dois extremos e não queria nenhum dos dois como presidente. Claro que um deles iria ganhar, e desde certo momento do 1º turno já estava claro que Bolsonaro iria ganhar. Que ele ganhasse, mas não iria ser com meu voto, até porque se algo desse muito errado não queria ficar de consciência pesada. Mas confesso que eu torcia para que Bolsonaro ganhasse, apesar de conscientemente não querer votar nele. Meu sentimento estava sendo mais anti-PT do que anti-Bolsonaro. O motivo de eu não votar nele são os seus discursos extremos e suas várias polêmicas. O cara que defende a ditadura, diz que ela foi a melhor época do Brasil, diz que não existiu tortura... Tudo isso muito absurdo. Mas eu concordava com algumas de suas propostas, como a desburocratização, diminuição de impostos, privatização, etc.

Bolsonaro sempre disse que não entendia nada de economia, mas depois de um tempo sendo assessorado por Paulo Guedes, o economista liberal que ele escolheu para ser seu futuro Ministro da Economia, ele começou a repetir o que ele dizia. Não conseguia ter profundidade, mas pelo menos já não dizia mais que não entendia nada de economia. Mas nem isso me passava confiança, porque Bolsonaro, que se dizia de direita, com 30 anos de mandato de deputado federal nunca demonstrou isso, agindo na verdade como esquerda e nacionalista. Claro, ele pode ter mudado sua posição recentemente, mas nem nas votações das reformas de Temer ele tomou uma posição. Para Bolsonaro era mais confortável falar coisas que criassem polêmicas diversas no campo social, para que as entrevistas fossem dominadas por isso, ao invés de propostas. Se a entrevista começava a falar de economia ou propostas ele ficava claramente perdido.

Mas mesmo assim aquelas ideias de direita, principalmente as da área econômica, me chamavam atenção, e por isso no fundo eu preferiria ele a Haddad. Com Haddad iríamos regredir à época de Dilma, iríamos andar para trás, e tudo o que passamos iria ter sido em vão. Protestos na rua, impeachment, reformas. Só depois de Bolsonaro ter vencido as eleições, foi que ele falou realmente de propostas, no seu discurso da vitória, transmitido simultaneamente em todas as emissoras da TV aberta e fechada por uma mesma câmera.

Bolsonaro ter ganhado essas eleições não mostra que o brasileiro está andando para a direita. Tem gente que nem sabe o que é direita. Bolsonaro ganhou pelo seu populismo e discurso forte contra a violência. Ele é venerado pelos seus seguidores, que não aceitam uma crítica, e ao mesmo tempo não sabem contra-argumentar a não ser com xingamentos. O mesmo fenômeno acontece com os seguidores de Lula, e é por isso que essas eleições foram tão polarizadas e o sentimento de ódio entre os dois extremos era tão grande. Esse tipo de comportamento do eleitor é ruim para o próprio país, porque vários outros políticos se apoiam num dos dois políticos adorados para serem eleitos, muitas vezes sem nem fazer tanto esforço. Aqui no Nordeste deputados, senadores e governadores foram eleitos e reeleitos usando o nome de Lula. Se não fizessem isso talvez não teriam ganhado. Em outros estados candidatos a governo se apoiaram em Bolsonaro, como foi o caso de Romeu Zema, em Minas Gerais, Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, e João Doria em São Paulo. Nenhum dos 3 eram do partido de Bolsonaro, e Bolsonaro não apoiou formalmente nenhum deles, mas o 3 resolveram usar o nome de Bolsonaro para se promover e foi assim que se elegeram governadores de seus respectivos estados. O caso de Zema foi o mais emblemático. Nas considerações finais do último debate de televisão do 1º turno, na Globo, ele disse que para o Brasil mudar o eleitor deveria votar em João Amoêdo, do seu partido, ou em Bolsonaro. Isso bastou para que ele saísse da 3ª colocação nas pesquisas e decolasse para a 1ª, e depois vencesse o 2º turno com folga. Outros políticos ao ver isso copiaram a ideia, mesmo sem autorização de Bolsonaro ou sem o apoio formal dele.

O ruim desse sentimento de que um político irá resolver todos os nossos problemas é tão ruim, porque termina elegendo políticos que não necessariamente são bons, apenas porque usou o nome do seu político preferido. É ruim também porque você não consegue enxergar os seus erros e pontos fracos. Defendem Bolsonaro de todas as acusações de polêmicas que ele já disse, e defendem Lula dizendo que ele não é corrupto porque não há provas concretas. É ruim porque endeusam uma pessoa que também é humana e está passível a cometer erros. É ruim porque se cria uma expectativa muito alta, que pode não virar realidade.

Como eu estava dizendo, Bolsonaro ter ganhado não significa que o povo está virando de direita, porque ele ganhou na base do populismo, da figura que criou. A direita no Brasil está começando a surgir, no entanto, e vou falar mais disso em outro post. Mas definitivamente Bolsonaro ter ganhado mostra que o sentimento anti-PT está muito grande. Ele foi visto como o único capaz de vencer o PT. No Nordeste o PT e Lula ainda são muito fortes, mas no resto do Brasil Bolsonaro conseguiu ultrapassar isso. Minas Gerais, que é um estado forte para a esquerda, elegeu um governador de direita, do Partido Novo (Romeu Zema, aquele que falei que usou o nome de Bolsonaro para se promover). Dilma, que é do Rio Grande do Sul, foi candidata ao Senado por Minas Gerais, onde avaliou que tinha mais chances de ganhar. Ela aparecia em 1º lugar nas pesquisas, mas ficou em 3º e perdeu. E Janaina Paschoal, do PSL, advogada que foi uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, foi candidata a deputada estadual em São Paulo, e foi eleita com 2,06 milhões de votos, sendo a deputada mais bem votada do Brasil (LINK: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/10/08/janaina-paschoal-e-a-deputada-mais-votada-na-historia-do-pais.ghtml). Ela poderia ser eleita deputada federal, se quisesse. Isso passa uma clara mensagem nessas eleições, em que o povo mostrou a sua alta rejeição pelo PT. Não elegeram a ex-presidente que sofreu impeachment, mas elegeram a advogada que escreveu o impeachment. Agora já não se pode mais falar que o que aconteceu em 2016 foi golpe, porque agora o povo respaldou esses acontecimentos nas urnas.

De qualquer forma, independente do motivo que levou Bolsonaro a ser eleito, agora que ele estará no poder, vamos torcer para que dê certo. Até porque se esse governo dele não der certo, se for cercado de polêmicas, casos de corrupção ou se não atingir os resultados esperados, será um governo marcado como “o governo de direita”, mostrando como ele pode ser ruim e danoso para o Brasil, tirando as chances de gente boa que tem por aí como João Amoêdo. Não será só a imagem de Bolsonaro a ficar manchada e sim a da direta em si, que estará mal representada caso os resultados sejam ruins. E não só por isso torço para o governo ser bom, mas também porque quero que as coisas realmente melhorem aqui no Brasil. Ninguém merece passar mais 4 anos de crise. A crise em si já passou, mas os efeitos dela a gente ainda sente na pele, como a questão do alto desemprego.

Uma das promessas de campanha de Bolsonaro era não colocar políticos no comando dos ministérios e sim gente técnica, entendida daquele assunto, e até aqui ele vem cumprido a sua promessa. A maioria dos nomes anunciados para compor a sua equipe de ministros no ano que vem é interessante, como por exemplo, colocar um diplomata no Ministério das Relações Exteriores, um general no Ministério da Defesa, outro general no GSI (área de assessoramento sobre assuntos militares e de segurança), um astronauta no Ministério da Ciência e Tecnologia, um juiz no Ministério da Justiça, etc. Também é interessante a busca de Paulo Guedes por pessoas entendidas na área de economia e finanças no setor privado. Gente realmente entendida do assunto e com experiência. Isso me faz ficar com boas esperanças quanto a economia. Mas não pode ser feita uma mudança brusca em tão pouco tempo, senão as consequências poderão ser ruins. De pouco em pouco vai ajeitando as coisas. E muito provavelmente os 4 anos não serão suficientes para deixar as coisas 100%. Mas vamos ver o que o futuro nos espera.

Bolsonaro poderia não ser a minha primeira escolha, mas ele tem algumas boas propostas, algumas boas ideias. Não votei nele por causa de suas polêmicas. Quis me prevenir. Mas se ele fizer um bom governo eu posso votar nele nas próximas eleições. Se não fizer, não voto de novo. Mas já que ele já ganhou agora, só nos resta torcer, para o bem de todos, que dê certo.

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domingo, 28 de outubro de 2018

Minha posição nessas eleições

Com o pouco tempo que me sobrou depois que comecei a trabalhar, eu ainda não tinha escrito um texto falando da minha posição nessas eleições. De 2014 para cá eu mudei de pensamento várias vezes, aprendi coisas novas, adquiri uma nova visão sobre muita coisa em relação à política. Se antes eu tinha pensamentos de centro-esquerda ou centro, e os testes políticos confirmavam isso, hoje me considero de centro-direita, e da mesma forma os testes confirmaram. Como sendo uma pessoa de centro-direita, eu me identifico bem mais com os ideais de direita do que os de esquerda, mas também não ignoro boas ideias da centro-esquerda. E acho que essa é a diferença entre alguém que é de centro-direita/centro-esquerda e de direita ou esquerda de fato. Quem está mais ao centro do espectro político tende a ser mais moderado e a aceitar opiniões do outro lado. Mas quem é de esquerda não aceita ideias de direita e vice e versa.

Entre os ideais de direita que me identifico estão a diminuição do Estado, o que significa privatizações de empresas como Petrobras, Eletrobras e Correios (desde que possa ser assegurado que o mercado estará suficientemente aberto para receber concorrentes de fora, senão estaríamos saindo de um monopólio estatal e indo para um monopólio privado, o que não resolveria muita coisa, e talvez até pioraria) e a diminuição de órgãos, ministérios, cargos, etc. Tudo que faça o governo ser mais simples e ter menos gastos, focando no que for realmente importante e não em coisas desnecessárias. Também defendo a abertura econômica para o comércio e negociações exteriores (o Brasil é um país muito fechado hoje), a desburocratização, principalmente para quem quer abrir ou fechar uma empresa, a diminuição de impostos (que virá como consequência da diminuição do Estado, já que os gastos do governo também diminuem), e simplificação tributária. A direita também defende a liberdade dada aos indivíduos, ao invés do governo tomar as decisões pelo povo. A direita é descentralizadora, porque defende mais poder aos estados e municípios e menos ao governo federal (assim como é nos Estados Unidos), enquanto a esquerda é centralizadora, concentrando todas as maiores decisões no governo federal, não só no âmbito político, mas também no âmbito social, que vou falar mais abaixo. A direita foca em reduzir custos para devolver à população em forma de diminuição de impostos, enquanto a esquerda não se importa de criar mais custos e aumentar a máquina pública se isso significar mais benefícios para o povo.

Mas nem tudo se resume a direita e esquerda. Existe também o liberalismo e o conservadorismo. Esses dois podem ser na área econômica e nos costumes. Quem é de direita é liberal na área econômica, pelos motivos que falei acima, enquanto quem é de esquerda é conservador na área econômica, não querendo se envolver muito com os outros países e tentando resolver as coisas por aqui mesmo, com o governo tomando conta de tudo e tentando suprir todas as necessidades das pessoas (num governo de extrema-esquerda, isso vira socialismo/comunismo). No lado social, quem é liberal é quem defende pautas feministas, mais direitos aos LGBTs, mais direitos aos trabalhadores, foco nos pobres através de vários programas sociais, cobrança de impostos mais altos para os ricos. Quem é conservador nos costumes é a favor da família tradicional, não defende pautas feministas e mais direitos aos LGBTs, sob o argumento de que todos são iguais perante a lei. Quem é conservador nos costumes é contra cotas raciais, porque acha que isso só faz dividir as pessoas e aumentar o preconceito, mas é a favor da meritocracia, em que cada um tem que se esforçar para conseguir alcançar os seus objetivos, e não depender do governo para alcançar. O liberal dos costumes diz que há desigualdade e por isso as cotas devem ser mantidas. Esses são apenas alguns pontos, mas existem vários outros. De uma maneira geral, quem é de direita é conservador nos costumes e quem é de esquerda é liberal. Mas isso de maneira geral, porque existem pessoas de esquerda que são conservadores nos costumes e pessoas de direita que são liberais. Essas pessoas geralmente são mal compreendidas.

Depois dessa longa introdução digo que votei em João Amoêdo no 1º turno. A primeira vez que vi ele foi na palestra do Fórum da Liberdade, em abril desse ano, e a primeira impressão não foi boa. Ele parecia que falava as coisas decorado. Mas fui acompanhando ele, assim como os demais candidatos e fui fazendo as minhas avaliações. Concluí o seguinte:
  • Alckmin era o mais equilibrado entre os candidatos. Defendia fazer as reformas necessárias e não era extremo como Bolsonaro e Haddad. Mas ele não é popular. Tem um jeito muito técnico de falar, que não chama a atenção do povo. O povo, na procura de um salvador da pátria, não analisou propostas e sim o discurso mais inflamado e que lhe chamasse mais a atenção. E foi nisso que Alckmin perdeu, apesar de ser o candidato que tinha mais propostas concretas. Jogou contra Alckmin também o fato dele ter fechado coligação com os partidos do Centrão, porque isso representou uma jogada da velha política, e apesar de tudo, o povo clama por mudanças e por renovação. Eu achava que essa coligação iria fortalecer Alckmin, porque garantiu a ele o maior tempo de televisão entre todos os candidatos, ficando com mais de 4 minutos de programa político. Ele usou muito os seus programas para tentar desconstruir a imagem de Bolsonaro, que ficaram bem feitos, mas não deu o efeito esperado. Ao invés de Bolsonaro cair, ele só aumentou. E Alckmin amargou nessas eleições com apenas 4,76% dos votos. Apesar de eu achar que ele era o melhor candidato, por ser o mais moderado, em momento nenhum cogitei votar nele, porque ele é investigado na Lava-Jato.
  • Marina Silva assumiu de vez que é de esquerda. Ela não disse, mas isso ficou claro em seus discursos. Em 2010 ela se apresentou como uma terceira via e evitava dizer que era de esquerda ou direita, ficando sempre como uma opção de centro. A mesma coisa aconteceu em 2014, quando no plano de governo do PSB, ela defendeu até a independência do Banco Central, que é uma proposta mais à direita, enquanto defendeu as várias ótimas ideias no âmbito social deixadas por Eduardo Campos, que morreu no acidente de avião. Mas nessas eleições ela defendeu muitas pautas de esquerda e a posição dela era clara. Acho que ela regrediu. Então me lembrei que ela passou 20 anos sendo do PT e só saiu de lá porque brigou com Dilma e não foi a escolhida por Lula para ser a próxima candidata a presidente. Se não fosse isso, provavelmente ela ainda estaria lá, e se Lula tivesse escolhido ela, muito provavelmente ela teria sido a nossa presidente depois de Lula, e pelo PT. Por outro lado, ela adotou dessa vez uma postura mais atacante e provocadora, coisa que não existia na Marina das eleições passadas. A posição de Marina em 2014, que não soube se defender dos ataques de Dilma nem nos programas políticos e nem nos debates foi algo que eu critiquei (1, 2), e dessa vez ela mudou a postura. Também, o momento, em que todos estão com os ânimos à flor da pele, exigia isso. Mas talvez isso veio tarde demais, e Marina teve apenas 1% das votações, com pouco mais de 1 milhão de votos, um resultado humilhante para quem já teve 20 milhões de votos. Isso foi resultado da grande polarização criada entre Bolsonaro x Haddad (e Lula), mas também pela falta de posicionamento de Marina nos acontecimentos dos últimos 4 anos. Ela se defende dizendo que se posicionou através da Rede, seu partido, mas o povo em si não ouvia falar nisso, até porque o partido dela é nanico. No fim ela ficou abaixo até do Cabo Daciolo, que estava ali fazendo o papel do candidato que diz que todos os outros estão errados, mas que também não apresenta proposta nenhuma para mudar as coisas. Sempre tem um candidato desse tipo nas eleições.
  • Henrique Meirelles não tinha proposta nenhuma. Ele até teve um programa político bem feito, mas ficava falando só sobre o passado, de quando trabalhou com Lula como presidente do Banco Central. Evitava falar em Temer, apesar de também ter trabalhado com ele como Ministro da Fazenda. Acho que ele é um cara confiável e inteligente, mas não dá para votar em alguém que não faz questão de apresentar nenhuma proposta e se confia apenas no seu histórico.
  • Ciro era um candidato que não me chamava atenção. Ele é entendido em economia, fala de forma eloquente e assim como Bolsonaro, se perde pela boca. Mas eu não gostava das suas propostas.
  • Haddad teve pouco tempo de campanha no 1º turno por causa da insistência do PT em manter Lula como candidato até o TSE dizer oficialmente que não podia porque ele caia na Lei da Ficha Limpa. A estratégia era trabalhar a imagem de Lula para depois transferir os votos para Haddad. E deu certo. Quando finalmente Haddad surgiu como a escolha de Lula, ele cresceu muito nas pesquisas e logo assumiu o papel de principal concorrente de Bolsonaro. Mas é difícil avaliar ele, já que tanto ele quanto o programa do PT fizeram questão de citar Lula o tempo todo. A verdade é que ele é só um poste de Lula, assim como Dilma também foi, mas isso também não quer dizer que Lula é quem iria governar da cadeia, caso ele fosse eleito, como alguns gostam de dizer. Diziam isso de Dilma também, mas quem governou de fato foi Dilma e não Lula e hoje isso é bem claro para a gente.
  • Bolsonaro participou apenas dos 2 primeiros debates, quando o presidente do PSL anunciou que Bolsonaro não iria mais participar de nenhum debate porque não viam oportunidade de falar suficiente para apresentar suas “propostas” e que era mais produtivo fazer as campanhas na rua. Depois levou a facada e a justificativa oficial era a de que ele não podia ir por causa da facada. No dia 18 de outubro ele recebeu alta dos médicos e foi liberado para participar dos debates, mas já no dia 17 ele disse que poderia não participar por motivos estratégicos. No dia 18 mudou o discurso e disse que não participaria porque ainda estava desconfortável com a bolsa que está usando. A verdade é que Bolsonaro se esquivou dos debates, principalmente os do 2º turno, porque ele sabe que além de não ter propostas concretas, ele perde o controle facilmente se atacado, e isso seria ruim para ele. Como ele tem eleitores muito fieis, pode fazer um esforço mínimo para conquistar os demais eleitores que precisava para se eleger. No mais, concordo com algumas de suas propostas, mas não gosto de seu tom extremo e por muitas vezes violento.
  • João Amoêdo foi me convencendo pouco a pouco. Depois da palestra no Fórum da Liberdade, assisti a entrevista dele no Roda Vida, da TV Cultura, que foi péssima, porque nenhum dos entrevistadores deixava ele falar. O que percebi no Roda a Viva é que os entrevistadores são predominantemente de esquerda e eles têm um comportamento diferente ao entrevistar um candidato de esquerda e um de direita. Os entrevistadores não deixavam ele falar porque discordavam dele e queriam discutir. E João Amoêdo não foi o único, vi muitas reclamações de internautas falando mal do programa ao entrevistar outros candidatos. Mas a diferença ao ver a entrevista com Marina Silva é nítida (apesar que Marina é muito carismática ao falar, conseguindo o feito de deixar todo mundo calado e apenas ouvindo). Mas João Amoêdo me ganhou na entrevista que ele deu ao Pânico na Rádio, onde se saiu muito bem respondendo as diversas questões apresentadas e sem parecer que era um discurso decorado. Foi ali que tive certeza que iria votar nele (antes dessa entrevista ainda assisti a do Jornal da Manhã, que também foi outra ótima entrevista). Eu gosto de suas propostas e da forma moral que o Novo se organiza, que é diferente dos outros partidos (pelo menos por enquanto). O resultado dele foi muito bom, conseguindo 2,5% dos votos, ficando em 4º lugar, e ficando na frente de Henrique Meirelles e Marina Silva. O partido dele, o Novo, é um daqueles casos que eu disse mais acima, de ser mal compreendido, porque é um partido genuinamente de direita, liberal na economia, mas com uma veia liberal também nos costumes, já que eles defendem a união homoafetiva ,e deixam que cada pessoa escolha seu posicionamento em relação a aborto e liberação de drogas, ao invés de ter uma posição contrária clara, como é o PSL depois que Bolsonaro entrou no partido. João Amoêdo é contra a liberação de drogas (por enquanto, ele diz) e é contra o aborto, mas essa posição do Novo terminou fazendo o partido receber algumas críticas e ser chamado de o “novo PSDB”. Para piorar, uma vereadora de São Paulo, do Novo, fez um projeto, que foi aprovado, que fazia virar lei na cidade a Agenda 2030 da ONU. Eu preferi avaliar mais o candidato do que o partido, até porque o partido dá liberdade para que cada político ou candidato tome suas próprias posições e decisões na questão dos costumes, e Amoêdo tem um perfil mais conservador. E nesse momento o que mais importava para mim era a questão econômica.
Sobre o resultado do 2º turno comentei aqui.
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Resenha: Homem-Formiga e a Vespa

Homem-Formiga e a Vespa - Pôster nacionalTítulo Original: Ant-Man and the Wasp

Título Nacional: Homem-Formiga e a Vespa

Direção: Peyton Reed

Gênero: Ação, aventura, comédia

Duração: 1h58min

Estreia: 5 de julho de 2018







Eu gosto do estilo do primeiro filme do Homem-Formiga, que é bem próximo ao tom dos quadrinhos atuais do personagem. É um filme leve, familiar e bem cara de Sessão da Tarde (que eu não vejo como algo necessariamente ruim, porque gosto dos filmes da Sessão da Tarde, devido ao marco que eles tiveram na minha infância). Homem-Formiga e a Vespa continua com essa mesma pegada, e é mostrado de uma vez por todas que o Homem-Formiga não é aquele super-herói convencional que está ali para salvar o dia ou para salvar o mundo. Ele não é uma pessoa de atitudes heroicas. Ele é atrapalhado, apesar de bem-intencionado, e está resolvendo apenas os problemas que surgem à sua volta, geralmente porque o chamaram para isso (todas as vezes que o Homem-Formiga entrou em ação até aqui foi porque alguém o convocou). E são justamente essas características que fazem ele ser um herói diferente dos outros.

E o filme em si, que podemos dizer ser do gênero comédia, é diferente de outros filmes da Marvel, como Homem de Ferro, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Guardiões da Galáxia e Thor: Ragnarok, que também têm humor. A diferença é que todos esses heróis e seus filmes têm uma história séria por trás, e o humor aparece apenas para quebrar essa seriedade. Os heróis realmente estão tentando salvar o mundo (ou apenas alguma ameaça mais próxima de si, como no caso do Homem-Aranha), enquanto o Homem-Formiga não. Homem-Formiga e a Vespa em momento nenhum tenta ser sério e nem passar um drama maior do que o necessário para aprofundar a história dos personagens naquele momento. É um filme sem o compromisso de ser heroico, como os outros filmes da Marvel, e por isso ele consegue fugir um pouco da fórmula. Se assumir como um filme de comédia e não se levar a sério são os maiores trunfos desse filme, é o que faz ele ser o que é, é o que faz ele ter essa identidade única no MCU. A história do filme pode ser resumida como uma caça frenética e divertida de todos os personagens pelo laboratório miniaturizado de Hank Pym, em momentos que chegam a parecer uma corrida de carros ou uma competição. Até a mãe e o padrasto de Cassie estão diferentes dessa vez, totalmente diferentes do filme anterior e diferentes do que você poderia esperar.

Enfim, gostei bastante de Homem-Formiga e a Vespa. É um filme estilo Sessão da Tarde, o que eu particularmente gosto. É um filme leve e que você pode assistir com toda a família. É um filme que passa rápido e você não sente, porque não é cansativo. E ele está menos dramático e com menos cenas sérias que o filme anterior, o que achei uma decisão acertada.

Dessa vez eles não brincam tanto com o tamanho das coisas quando estão encolhidos, se comparado ao primeiro filme. As cenas de ação são boas, principalmente as da Vespa. E Michael Peña está lá novamente com o seu ótimo personagem Luis contando as suas histórias, que é uma das suas principais características no filme anterior e que não poderia faltar nesse.

Nota:

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Primeira compra no AliExpress

Talvez você já tenha se perguntado se comprar no AliExpress é bom ou seguro. Nessa postagem vou falar da minha experiência de compra nesse site. Como eu disse na postagem anterior, comprei um pendrive Sandisk Ultra USB 3.0 de 32 GB. Olhei o preço dele na Kalunga, e o preço da versão de 16 GB era R$ 49,90. Em outros sites ele estava por absurdos R$ 129,99, que não vale de jeito nenhum. O de 32 GB era R$ 99,90, fora o frete, mas achei um pouco mais barato na Americanas, por R$ 80,90, fora o frete.


16 GB por R$ 49,90 na Kalunga
Preços do pendrive de 16 GB no Google, que chegava a R$ 129,99

A versão de 32 GB estava por R$ 99,90 na Kalunga

Na Americanas o de 32 GB estava um pouco mais barato, por R$ 80.90

Mas então eu pensei: “por que eu não olho em sites dos EUA?”. Primeiro olhei no e-Bay e achei preços bem mais baratos, na faixa dos 9-12 dólares (já incluindo o preço do frete), o que daria R$ 35,59 para o de 16 GB e R$ 47,50 para o de 32 GB.

16 GB no e-Bay, que daria R$ 35,59 já com o frete

32 GB, que daria R$ 47,50, já com o frete

Resolvi olhar em outros sites estrangeiros e achei preços ainda melhores na AliExpress. Dentre vários, olhando o preço e a avaliação dos vendedores, para comprar apenas de vendedores confiáveis, escolhi esse, de 32 GB, com o preço de US$ 10,31 + US$ 1,93 de frete, o que deu no total US$ 12,24.


No site avisa que se você instalar o aplicativo no celular ainda ganha um desconto. Instalei e o desconto é de alguns centavos, que fez o preço cair para US$ 12,10.

Na primeira compra que você faz pelo AliExpress ele ainda lhe dá um cupom de US$ 4,00. Eu não consegui fazer esse cupom funcionar pelo computador, mas como eu já estava no celular, por causa do outro desconto, então fui por lá mesmo e consegui. Isso fez o preço cair para US$ 8,10.

O próprio vendedor ainda oferece alguns descontos, de acordo com a sua compra. No meu caso tinha essas 4 opções, mas elas não são cumulativas, então você só pode desbloquear uma.

Descontos

Eu não consegui usar esses descontos, provavelmente porque já tinha o cupom de US$ 4,00 do próprio AliExpress.

No total, paguei no boleto R$ 32,68. Comprei no dia 13/08/2018, paguei o boleto no dia 14/08/2018 e o pendrive chegou para mim no dia 22/09/2018. Eu achava que ia demorar de 2 para 3 meses, mas demorou apenas 1 mês e 9 dias, o que achei bem rápido, considerando que o pacote veio da China. E demorou apenas 4 dias em Curitiba, que é onde são recebidas as compras internacionais, para que passe na alfândega. Deve ter sido rápido porque o pacote era pequeno e leve.

20180922_154943O envelope onde veio o pendrive

E aqui a foto do pendrive na embalagem, com tudo certinho. Ainda veio com essa cordinha para prender nele.

20180922_155041
Enquanto esperava o pendrive chegar, os Correios anunciaram que a partir de agora todas as compras internacionais seriam cobradas em R$ 15,00 para a entrega, independente de ter sido taxado ou não pela Receita. Eu não fui taxado pela Receita porque a compra foi menor que US$ 50,00 (acima disso teria sido taxado) e também não fui taxado com esses R$ 15,00 dos Correios, talvez por eu ter fechado a compra antes do anúncio dessa taxa. Mas mesmo se eu tivesse que pagar essa taxa, ainda assim eu estaria em vantagem em relação aos preços brasileiros. O total daria R$ 47,68, contra os R$ 100,00 da Kalunga, ou os R$ 49,90 do pendrive de 16 GB.

Então essa foi a minha experiência de compra na AliExpress. De tudo certo e fiz uma bela economia. Mesmo se eu não tivesse tido o desconto dos US$ 4,00, ainda assim conseguiria um preço bem melhor do que se fosse comprar em algum site ou loja do Brasil. Você só deve ter cuidado na escolha dos vendedores, ver a avaliação deles e os comentários, assim como você faria numa compra do Mercado Livre. Tem comentários de gente do mundo todo, então você pode ver se tem de alguém do Brasil também, que já passa alguma segurança. No caso desse pendrive, o vendedor tem ótima avaliação e tinha vários comentários positivos, inclusive de brasileiros. Eu compraria de novo no AliExpress, mas só se fosse objetos de menos de US$ 50,00, porque se for um produto a partir desse valor, você é taxado pela Receita em 60% do valor do produto, o que termina não valendo a pena se comparar com os preços brasileiros (a não ser que o produto que você quer não venda por aqui e comprar de fora seja o único jeito).

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Dicas para comprar um pendrive USB 3.0 e teste de velocidade do pendrive SanDisk Ultra USB 3.0 32 GB

Faz tempo que eu queria um pendrive USB 3.0. Primeiro, porque ele é mais rápido para passar os arquivos do que um pendrive comum com USB 2.0, e segundo, porque alguns filmes estão vindo com novas opções com menos compactação na imagem, que faz um filme em HD 720p, que normalmente encontramos com mais ou menos 1 GB, fique com 6 GB de tamanho, e um filme Full HD 1080p, que normalmente fica na faixa dos 2 GB-2,5 GB, fiquem com 10 ou 12 GB de tamanho. E o meu pendrive atual tem apenas 8 GB. O meu pendrive é um Kingston. Não sei o código do modelo dele. Tinha escrito no próprio pendrive, mas ele está meio apagado agora, então não dá mais para ver.

Minha mãe comprou ele em 2010, quando comecei o ensino médio e o curso do Senai. Eu estava tendo pela primeira vez aulas sendo dadas com slide, e logo no primeiro dia de aula do curso a professora passou um trabalho de apresentação em grupo, com slide. Então eu precisava de um pendrive. Na época 8 GB era muito, a minha mãe comprou num camelô de Recife, e o modelo eu mesmo escolhi. Queria um que tivesse tampa para proteger de quedas e de poeira. Ele tem uma tampa azul que cobre todo o corpo do pendrive. Foi R$ 50,00 na época. Caro, mas eram os preços.


Ele vem me servido bem em todo esse tempo e ainda funciona. Quebrou um pouco, o que fez ele ficar se abrindo, mas nisso eu dei um jeito colando uma fita durex. A necessidade de comprar outro pendrive é só pelo espaço e velocidade do USB 3.0 mesmo.

Mas os preços são desanimadores. Inicialmente eu queria um de 32 GB, mas como eram preços muito altos, na faixa dos R$ 80,00 a R$ 100,00, resolvi procurar um de 16 GB, e ele já iria me atender muito bem. Os preços caíram muito, e encontrei algumas opções da Kingston por pouco mais que R$ 30,00. Mas lendo os comentários de avaliações desses pendrives no Google e na Amazon, vi muitas críticas de lentidão. Então procurei informações no site da Kingston e ela mesma só garante no máximo 10 MB/s de velocidade de transferência para gravação de dados para os pendrives mais baratos. Foi aí que eu percebi que não adiantava um pendrive só ser 3.0, mas que você também tinha que ficar de olho nas taxas de transferência do pendrive. Eu achava que por o pendrive apenas ser USB 3.0 já seria mais rápido que o 2.0, e que a diferença entre os mais baratos e os mais caros só tinha a ver com o design ou algum software de segurança incluso. Depois de ter pego essa informação (graças às opiniões da internet) foi que entendi porque existem pendrives mais caros e mais baratos. Abaixo está o que você deve se atentar na hora de comprar um pendrive USB 3.0:

  • Taxa de leitura: é a taxa que a fabricante divulga com mais destaque porque é um número grande. Leitura é quando você passa um arquivo do seu pendrive para o seu computador. Essa taxa geralmente é mais alta do que a taxa de gravação.
  • Taxa de gravação (ou de escrita): é a velocidade de transferência de arquivo do seu computador para o pendrive.

Lembrando que essas são velocidades máximas, que não necessariamente são atingidas (a taxa de leitura é mais fácil de ser atingida do que a de gravação). E lembrando também, que para você ter essas velocidades tem que usar uma porta USB 3.0 no seu computador.

Eu nunca tinha me atentado para velocidade de transferência. Então peguei meu HD externo (Seagate, 1 TB, comprei há cerca de 1 ano atrás), que tem USB 3.0, e que eu achava as transferências rápidas, e fiz um teste, passando para ele um filme de 6 GB. A velocidade de transferência ficava na casa dos 30 MB/s. Então usei esse número como um filtro para buscar novos pendrives. Peguei outro filme, de cerca de 2 GB e passei para o meu atual pendrive, e ele fazia velocidades entre 6 e 7 MB/s. Passando um filme de 12 GB para o HD externo ele alcançou velocidade máxima de 92 MB/s e mínima de 42 MB/s, mas ele ficava a maior parte do tempo na casa dos 60-84 MB/s. Esse filme demorou cerca de 3 minutos para passar, enquanto um filme de 2 GB para passar para o meu pendrive USB 2.0 demora cerca de 10 minutos. A diferença de velocidade é muito grande.


Para passar esse mesmo filme de 12 GB do HD externo para o HD no notebook ele demorou um pouco mais, o que foi o contrário do que eu esperava. Mas mesmo assim foi rápido, se comparado ao tempo que demoraria num USB 2.0. Demorou mais que os 3 minutos para fazer o caminho contrário, mas ficou em menos de 5 minutos no fim de tudo. A velocidade de transferência alternou mais, chegando a uma mínima de 23 MB/s e uma máxima de 85 MB/s. Mas em certos momentos ele se mantinha variando apenas entre 50 a 70 MB/s. Guardei esses números para comparar com os resultados do pendrive.



Então comecei a procurar por testes no YouTube de pendrives da Sandisk, já que pelo que eu vi nos comentários, os da Kingston, nenhum dos mais baratos são bons. O que eu percebi nesses testes era que a velocidade de transferência de pendrives de 16 GB variavam muito. Em alguns vídeos iam bem, com algo na casa dos 20 MB/s para gravação, mas em outros ia para 15 ou até 10 MB/s. A diferença era muito pequena para o meu atual pendrive. Já os de 32 GB em diante apresentavam melhores velocidades, no mesmo modelo de pendrive, com velocidades constantes de 30 MB/s. Os pendrives mais caros, da linha Extreme, chegavam a 80 MB/s.

Depois de muita pesquisa, me decidi pelo Sandisk Ultra de 32 GB, que achei baratinho no AliExpress (falo sobre a experiência da compra aqui). Antes de ter encontrado esse pendrive por um bom preço, eu tinha me decidido a comprar esse mesmo pendrive, mas sendo de 16 GB, mesmo a velocidade dele não sendo essas coisas toda. No próprio site da Sandisk é prometida velocidade de gravação de até 15x mais rápido que o USB 2.0 (usando como referência o número de 4 MB/s), o que dá no total 60 Mb/s de velocidade máxima de gravação (mas nunca chega nisso). Já em velocidade de leitura a velocidade máxima prometida é de 100 MB/s. Mas essas velocidades são para os pendrives a partir de 32 GB, e no site diz que as velocidades da versão de 16 GB são reduzidas (mas não diz quanto). Isso explica porque os testes nos vídeos do YouTube mostram tanta variação, e às vezes velocidades tão próximas ao do USB 2.0.

Depois que o pendrive chegou, hora de fazer o teste de velocidade com ele. Passei aquele mesmo filme de 12 GB para o pendrive. No início ele chegou a velocidade de 40 MB/s, mas logo depois caiu a velocidade e ficou oscilando entre 10 e 16 MB/s até o fim. No total demorou 14 minutos para passar o filme, contra os 3 minutos para passar para o HD externo. A velocidade do pendrive foi um pouco decepcionante, esperava algo em torno dos 20 MB/s ou 30 MB/s, como eu tinha visto nos testes do YouTube. Mesmo assim só em lembrar que 10 minutos é o tempo que eu levo para passar um filme de 2 GB para o meu pendrive com USB 2.0, vejo que ainda estou na vantagem com esse novo pendrive. E pelo que eu vi nos comentários, seria pior se eu tivesse comprado um Kingston, e pelo que vi nos testes, também seria pior se fosse um Sandisk igual a esse, mas de 16 GB.


Para passar o filme de 12 GB do pendrive para o notebook demorou cerca de 3 minutos, com velocidades entre 46 e 88 MB/s. No início ele chegou a um pouco mais de 100 MB/s, mas logo em seguida caiu. Às vezes vi a velocidade caindo para 27 MB/s, mas na maior parte do tempo ele se manteve entre 60 e 88 MB/s (com algumas vezes chegando na casa dos 46 MB/s).


Então é isso. Não é bem a velocidade que eu esperava, mas me dou por satisfeito.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Resenha: Uma Razão Para Viver

Título Original: Breathe

Título Nacional: Uma Razão Para Viver

Direção: Andy Serkis

Gênero: Biografia, drama, romance

Duração: 1h58min

Estreia: 16 de novembro de 2017












Uma Razão Para Viver é um bom filme. Pensei que não iria conseguir dissociar da imagem de Claire Foy da Rainha Elizabeth que ela fez em The Crown, mas consegui. Ela está muito bem e o roteiro e a direção do filme ajudam a distanciar a imagem dela do outro papel. Andrew Garfield também está muito bom. Aliás, ele vem crescendo muito nos últimos filmes que vem feito, principalmente os que são baseados em histórias reais. Só aguardando o dia em que ele ganhará um Oscar, porque ele está mandando muito bem.

É interessante notar as diferenças de atitudes dos personagens desse filme em comparação a A Teoria de Tudo, que são diferentes nos dois personagens principais de cada filme, mas principalmente as das personagens femininas. Diana teve paciência e provou o seu amor de forma que poderia deixar qualquer um sem palavras. É um filme com uma história bonita, mas é uma pena o final, apesar de compreensível por causa de todo o sofrimento.

O início do filme é muito rápido ao mostrar como Diana e Robin se conheceram e casaram, mas o resto do filme é todo focado em Robin doente, e por isso o início ficou daquele jeito (apesar que isso poderia ter sido mais bem trabalhado). Mas como dito antes, a direção é ótima, e também gostei do figurino, da maquiagem e dos cenários.

Nota: