segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Comentário: Uma História de Natal


Uma História de Natal tem movimentos e cenas que lembram um desenho animado, como na imaginação de Ralphie dele detendo bandidos com sua espingarda de brinquedo, logo no início do filme, assim também como no corte entre as cenas. Nesse sentido, acho que uma versão animada desse filme poderia se sair bem, ou também uma versão atualizada, com mais ritmo e com um roteiro melhor. Digo isso, porque apesar do filme ter 1h34min ele parece ser mais longo e ter uma história vazia. A sinopse do filme é sobre um menino que quer ganhar uma espingarda de brinquedo na natal, e tenta convencer todo mundo de que esse é o brinquedo perfeito. Só que essa não é bem uma história de natal, como o nome do filme diz, e ele é cheio de outras histórias que não agregam em nada, como o do abajur (apesar de engraçado pela reação de Ralphie). Mesmo para um filme infantil ele é vazio. Por isso que disse que ele funcionaria melhor como uma animação. Ou se fosse feito um remake com algumas melhorias poderia ser bom também. Mas esse filme, do jeito que foi feito, achei apenas razoável.

Nota:



Metas para 2019

E agora vamos para as metas de 2019:

  • Ler 8 livros: em 2018 li 15 livros. Dessa vez vou colocar 8 livros como meta para 2019, e vou fazer o possível para não ir colocando mais no meio do ano rs. O motivo é que pretendo voltar a estudar para concursos esse ano, então não vou ter tanto tempo assim para livros.
  • Publicar resenhas antigas: o que mais eu tenho aqui são resenhas de filmes, séries e livros antigos que não publiquei ainda. Alguns deles são de 2017 ainda. Quero publicá-los o mais rápido possível.
  • Migrar o restante das postagens do Wordpress para o Blogger: pois é, daqui a pouco faz 1 ano que migrei o blog de plataforma, mas ainda não migrei todas as postagens. Tudo isso porque quis ler um a um, para corrigir erros ou ver se é realmente necessário aquele texto continuar publicado. Comecei a migrar alguns posts em 2018, mas terminei parando e não voltei mais.
  • Concluir a lista de filmes clássicos musicais: é a essa e essa lista que me refiro (a maioria dos filmes das duas listas são iguais). Depois que vi La La Land: Cantando Estações 3 vezes e percebi que virei fã do filme por diversos motivos, percebi que filmes musicais não são ruins como eu pensava. Muito pelo contrário, são bons e existem alguns que são clássicos não só do gênero, mas do cinema como um todo, tendo marcado época e geração. Por enquanto assisti só 4, mas espero concluir essa lista inteira esse ano.
  • Estudar pelo menos 1h30min por dia: como eu disse acima, vou voltar a estudar para concursos esse ano. Na verdade, vou fazer um concurso só e vou estudar apenas para ele, vamos ver no que dá. Como já não tenho mais o dia inteiro livre, acho que vai dar para estudar apenas 1h30min por dia. É pouco, mas se eu me descuidar e perder o foco e a atenção, vou estudar menos que isso, ou então poucos dias. Como o concurso não vai ser agora e ainda tenho um considerável tempo para a prova, acredito que se usar bem essas 1h30min diárias, elas poderão fazer diferença para mim.

Bem, é isso. Dessa vez são poucas metas porque não tenho mais o que fazer e porque o tempo está mais apertado, de qualquer forma.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Resenha: Mogli – Entre Dois Mundos

Mogli - Entre Dois Mundos - Pôster nacionalTítulo Original: Mowgli: Legend of the Jungle

Título Nacional: Mogli – Entre Dois Mundos

Direção: Andy Serkis

Gênero: Aventura, drama, fantasia

Duração: 1h45min

Estreia: 7 de dezembro de 2018







Todas as tentativas da Warner de recriar as histórias clássicas que ficaram conhecidas pelas animações da Disney deram errado. Os filmes não faziam o sucesso esperado e o resultado final do filme em si nunca era satisfatório. Foi assim com Peter Pan e com A Lenda de Tarzan. Eu tinha um pé atrás com esse novo filme de Mogli, apesar de ser dirigido pelo talentosíssimo Andy Serkis. A Warner, apesar de ter produzido o filme inteiro, não quis se arriscar por causa das comparações que surgiriam em relação a Mogli – O Menino Lobo, lançado pela Disney em 2016, e por isso vendeu o filme para a Netflix. Mas dessa vez deu certo e o filme é muito bom. Ironicamente a Warner acertou justo no filme que não quis correr o risco de lançar e não ter o retorno de bilheteria esperado. A opção mais segura foi assegurar o dinheiro do filme através de uma venda para a Netflix.

Diferente da versão da Disney ele não é um filme alegre e musical. Não diria que é um filme infantil, indicado para crianças de todas as idades, porque ele é um filme um pouco mais pesado. É um filme sério e mais realista, mas mesmo assim tem uma aventura muito boa. Os personagens que apareceram no filme da Disney apareceram aqui, mas foram trabalhados de forma diferente, para se adequar ao tom do filme. É algo interessante. Esse filme de Andy Serkis parece ser mais profundo, parece desenvolver melhor os personagens, lhes dando uma carga dramática que é bem trabalhada. É um filme corajoso, por mostrar cenas de violência envolvendo uma criança.

Em relação à qualidade dos efeitos, os animais não parecem tão reais quanto o esperado. Inclusive, o filme de Jon Favreau, que também usou captura de movimentos, tem resultados muito melhores e mais consistentes. Já em Mogli – Entre Dois Mundos o resultado dos animais é irregular. O visual de Baloo e Bagheera são os mais reais, enquanto os lobos têm um visual mais artificial, tanto no corpo em si, quanto nos pelos, e Shere Khan fica bem artificial nas cenas escuras. Os elefantes também parecem mais artificiais do que reais. Baloo, apesar de parecer real, por causa dos seus pelos, que sugere ser um animal selvagem sujo e mal cuidado, tem o rosto estranho, às vezes humano demais. E toda a selva é muito artificial, mostrando o CGI usado. A selva só é mais real quando as folhas são filmadas de perto, mas quando é mostrada de longe é sempre artificial. Isso é diferente no filme da Disney, que com cores mais vivas e sem se preocupar em parecer uma história com tom real, entregou um resultado muito melhor, e você não pensa em nada artificial enquanto assiste ao filme, porque tudo parece real. Mas o visual do filme de Andy Serkis como um todo, ou seja, englobando maquiagem, cabelo, cores e figurino é muito bom.

Assisti ao filme dublado. A dublagem do menino que faz Mogli não é tão boa, mas a atuação de Rohan Chand, o ator que faz Mogli, é muito boa. As dublagens dos outros personagens ficaram boas.

Achei Mogli – Entre Dois Mundos um ótimo filme, uma ótima aventura. Explorou a história de Mogli de um jeito diferente do que tínhamos visto antes com os filmes da Disney, e o resultado foi muito bom. O visual é de um modo geral bom, apesar de ter seus defeitos, mas isso é compensado com um roteiro bem escrito e que consegue prender sua atenção. A trilha sonora e a direção também estão boas. Agora, se ele ia dar certo ou não nas bilheterias, já é outra história.

Nota:

Metas de 2018: o que cumpri e não cumpri

No ano passado fiz uma postagem com metas para serem cumpridas em 2018. Vamos ver o que consegui cumprir e o que não consegui:

Cumprir a meta de livros do Skoob

Inicialmente a meta era 15 livros, mas ao longo do ano fui adicionando mais, mais e mais até que vi que tinha passado metade do ano, eu só tinha lido 2 livros e a meta já estava em 30 livros. Então fiz a limpa na sessão de metas no Skoob e deixei em 20 livros, e corri durante o segundo semestre inteiro para conseguir ler tudo. No final, li mais 13 livros no segundo semestre, um ótimo ritmo. Se eu tivesse tido esse ritmo desde o começo do ano, provavelmente eu teria conseguido ler os 20 livros que deixei na meta depois de ter reorganizado tudo. Mas me dou por satisfeito por ter conseguido ler 15 livros. Isso foi um feito, perto dos ridículos 6 livros que li em 2017. Ainda não bati o recorde de 17 livros, que consegui em 2014 e 2015, mas cheguei perto.

Situação: cumprido. 

Escrever novos posts no Fique Sabendo!

Eu tinha dito que ia escrever um post por mês e atualizar alguns tutoriais antigos. Não atualizei os posts antigos. Até o meio do ano eu ainda pretendia fazer isso, mas sempre ia empurrando com a barriga. E quanto aos posts mensais, fevereiro eu não postei, mas compensei em março publicando duas postagens, e depois de julho não publiquei mais nada. O pior de tudo é que eu tenho uns tutoriais pré-prontos aqui, já com as imagens e tudo, mas a minha desmotivação é tamanha que nem isso eu tenho disposição de fazer. Talvez eu poste em 2019, mas dessa vez não vou estabelecer metas. O domínio do FS! está vencendo agora em janeiro e não vou renovar. Para renovar para mais um ano é quase R$ 50,00 e o blog não se paga, ele não consegue gerar nem sequer esse valor num ano, então esse é um gasto que não vale mais a pena. O fato é que a época do FS! já passou. A partir de agora ele está oficialmente abandonado. Isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Eu posso até publicar esses tutoriais que ainda tenho por aqui, mas não vou mais procurar ter nenhum tipo de compromisso. O blog continuará no ar enquanto ainda tiver alguma visita. Como eu já falei aqui, as visitas vêm caindo mês a mês, o que mostra que o blog já não é mais útil e relevante na internet. Agora as visitas estão na casa dos 3000, mas quando elas caírem ainda mais, e ficarem na casa das centenas de visitas, aí eu excluo de vez.

Situação: parcialmente cumprido. 

Assistir séries diferentes

Eu tinha comentado no post de metas para 2018 que queria deixar de assistir a uma das séries de super-heróis que eu estava assistindo e começar a ver séries de outros tipos. Eu não deixei de assistir uma só, mas 3, que foram as 3 da CW, como falei aqui. É verdade que surgiram outras séries novas de super-heróis (O Justiceiro, Fugitivos, Manto e Adaga), mas os três foram de boa qualidade. De séries novas, de outros gêneros a maioria do que vi foram séries da Netflix. Virei fã da plataforma e da forma como eles fazem suas séries, com poucos episódios e sem aquela típica enrolação das séries da TV aberta americana. De fora da Netflix assisti The Handmaid’s Tale, da Hulu, Alex, Inc. Splitting Up Together. Considerei um ótimo avanço que fiz em relação a séries em 2018, mesmo que não tenha explorado muito as séries da TV aberta ou fechada e ficado muito na Netflix. Mas mesmo assim tive a oportunidade de conhecer outras ótimas séries de drama, aventura, ficção científica e comédia, que eu não conhecia antes e que não teria conhecido se ainda estivesse naquela bolha de séries de super-heróis. No final de dezembro comecei a assistir The Orville e How to Get  Away with Murder, duas ótimas séries da TV aberta. Assisti também algumas séries da Nickelodeon e Disney Channel, gosto de algumas delas também.

Situação: cumprido. 

Assistir mais filmes e escrever resenhas sobre eles

Não assisti tantos filmes assim, na verdade assisti poucos, se comparado à quantidade que assisti em 2015. Em 2018 assisti muitas séries e menos filmes, o que me surpreendeu, porque até há alguns anos atrás eu preferia assistir mais filmes do que séries e não conseguia me imaginar assistindo várias séries ao mesmo tempo. Mas como a maioria das séries que acompanho são da Netflix, e elas são lançadas em dias diferentes com todos os episódios liberados de uma vez só, fica mais fácil gerenciar isso, do que se fosse acompanhando 5 séries da TV aberta com episódios semanais, por exemplo. Em 2018 comecei a assistir alguns filmes musicais clássicos, baseado nessa lista, e pretendo completar essa lista em 2019. Também assisti os filmes do Oscar 2018, mas diferente dos outros anos, quando assistia tudo antes da cerimônia, dessa vez só consegui ver tudo até o meio do ano.

Situação: não cumprido. 

Escrever e publicar as resenhas imediatamente

Eu comentei no post de metas para 2018 que eu tinha várias resenhas acumuladas e outras que faltavam escrever e que queria que em 2018 eu pudesse escrever as resenhas na hora e publicar em até 1 dia depois de ter visto o filme ou série. No começo do ano eu estava conseguindo cumprir essa meta. Uma vez ou outra eu atrasava, mas conseguia colocar em ordem. Quando migrei todas as postagens do antigo Mundo Geek para cá, aproveitei o ânimo para publicar vários posts antigos, mas depois terminei parando, e ainda tem vários deles aqui. Depois que comecei a trabalhar, aí o negócio desandou de vez e estou com vários textos acumulados de novo.

Situação: parcialmente cumprido. 

Seguir mais pessoas no Twitter para ganhar mais seguidores

Eu tentei, mas é muito difícil achar perfil de pessoas comuns que você goste. Ainda cheguei a seguir alguns, mas eles não me seguiram de volta. E seguir outros só por seguir e silenciar não era uma ideia que me agradava, porque eu gosto de acompanhar a pessoa e interagir com ela. No fim, o que percebi foi que eu realmente tinha seguido mais perfis, mas a maioria deles era de gente conhecida (de blogs de tecnologia, por exemplo), e não pessoas comuns que poderiam me seguir de volta. Não é fácil, e quando percebi isso deixei essa ideia para lá. Terminei o ano com 156 seguidores, 14 a mais que em 2017.

Situação: não cumprido. 

Ler a Bíblia inteira em 1 ano

Consegui! Tinha momentos que eu me atrasava alguns dias, mas depois conseguia voltar a ficar em dias. Quando comecei a trabalhar ficou complicado e o atraso chegou a semanas. Mas consegui colocar em dias até o dia 31 de dezembro. Segui o plano “Valor Ler a Bíblia Juntos” do aplicativo/site Bible, que é ótimo. O bom desse plano é que ele não coloca os livros da Bíblia na ordem, e isso é bom porque fica menos cansativo. Na primeira vez que tentei ler a Bíblia inteira, fui na ordem, e tem momentos que se torna cansativo, porque tem alguns livros do Antigo Testamento que são parecidos uns com os outros, e se você ler um seguido do outro fica meio repetitivo e cansativo. O livro de Salmos, se você ler tudo de uma vez só, também fica cansativo. Mas com esse plano, a ordem dos livros é escolhida de forma que não fica cansativo, e os Salmos aparecem durante dias de todo o ano, muitas vezes sendo escolhidos salmos que complementem o que você acabou de ler em outros livros da Bíblia naquele dia. É um plano muito bom, e o aplicativo e sua versão web também são ótimos, deixam tudo mais intuitivo e motivador. Recomendo.

Situação: cumprido. 

Começar a dormir mais cedo

Durante uma parte do ano consegui cumprir essa meta indo dormir de meia noite, mas depois devo ter me esquecido e voltei a dormir mais tarde. Só voltei a dormir de 11h30, meia-noite depois que comecei a trabalhar, por causa da necessidade de acordar cedo no outro dia.

Situação: parcialmente cumprido. 

Apesar de não ter conseguido cumprir a maioria das metas integralmente, acho que foi um bom ano, porque pelo menos consegui algo. Foram 3 metas totalmente cumpridas, 3 parcialmente cumpridas e 2 não cumpridas.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Como está o desempenho do notebook depois de 1 ano?

Faz 1 ano que comprei o notebook novo. No começo estava aquelas mil maravilhas, com o desempenho bem rápido, abrindo as janelas e programas quase instantaneamente e ligando em apenas 19 segundos. Isso durou uns 4 meses e depois disso começou a dar umas engasgadas uma vez ou outra. Passados mais alguns meses ele já demorava cerca de 1 minuto e 30 para ligar e as engasgadas passaram a ser frequentes. Até travar trava às vezes. Mas foram poucas as vezes que eu tive que desligar o computador usando o botão power, coisa que era muito comum no meu antigo e fraco netbook.

O que eu percebi é que sempre que o Windows está atualizando em segundo plano, o notebook fica quente e barulhento, com a ventoinha girando. Normalmente o notebook é bem silencioso e frio, dá até para ficar na cama com ele no colo, que não tem problema. O meu netbook antigo esquentava tanto que eu ficava com as pernas suadas, mesmo com o ventilador ligado. Infelizmente no Windows 10 Home, que é a versão que vem na maioria – senão todos – os notebooks, não tem como desativar essas atualizações automáticas. Nesses momentos o notebook costuma ficar mais lento, e depois que a atualização é completada (ao reiniciar ou ao desligar e ligar o computador) ele perde muito em performance e fica assim durante alguns dias até voltar ao normal. Por isso nunca gostei de atualizar o Windows, mas eu conseguia desativar essa configuração no Windows XP e no Windows 7, mas no Windows 10 só é possível desativar na função Pro. Tem como desativar temporariamente e tem como desinstalar as atualizações, mas depois a atualização virá de novo, você é forçado a isso. Dependendo da atualização, ele não fica lento só por uns dias e sim por todo um período até vir a próxima atualização. Isso já aconteceu uma vez e foi péssimo. Fiquei uns 2 meses com o notebook bem lento e travando.

Também percebi que quando ligo o notebook ele fica uns 10 minutos mais lento que o normal. Abrir ou fechar uma nova aba no Chrome demora, o sistema congela por alguns segundos para processar isso. Depois de mais algum tempo de uso ele começa a fluir melhor, a não ser que tenha acabado de ser atualizado. E olhe que estou falando de um notebook com Core i5 de 7ª geração e 4 GB de memória. Ok, a memória não é isso tudo para um Windows 10, mas esperava que essas coisinhas não acontecessem com um Core i5. É um problema do sistema.

Quando perdi a paciência de vez, resolvi tentar novamente instalar o Linux Mint num dual boot com o Windows 10. Eu tinha tentado isso assim que o notebook chegou, mas não consegui. Dessa vez consegui, e agora, na maioria das vezes que quero usar apenas a internet abro o Linux, que é bem mais fluido e eu não preciso esperar alguns segundos para abrir ou fechar uma aba no Chrome. Pode acreditar, isso faz diferença. É irritante ver o computador parando por causa de uma simples aba do navegador. Como tenho uma partição no HD só para arquivos, consigo acessar dos dois sistemas, e isso é bem útil para quando eu baixo algo no Windows e depois quero ver no Linux Mint e vice e versa. Só quando quero usar algum programa específico é que vou para o Windows.

Faz quase 3 meses que estou com esse uso. O Mint começou a ficar um pouquinho mais lento agora, mas nada comparado ao Windows, e pelo visto, acho que ele vai se manter assim. Para se ter uma ideia, no teste de velocidade do pendrive USB 3.0 que fiz, eu mostrei que a média de velocidade era de 15 MB/s, mas no Mint eu consigo médias de 40 MB/s na transferência. Ele vai caindo ao longo da transferência e geralmente termina na casa dos 20 MB/s, enquanto o Windows apenas se inicia alto, mas depois passa toda a transferência com aproximadamente 15 MB/s. Pensei que a velocidade era algo que tinha a ver apenas com o pendrive em si, mas pelo visto o sistema e a forma como ele consome os recursos do hardware influenciam muito também.

No mais estou satisfeito com o notebook. Eu comprei ele por um excelente preço, de R$ 1530,00. A minha irmã quis comprar um notebook para ela agora e por esse preço ela só achava notebooks com processadores Intel Pentium, ou no máximo um Core i3. Qualquer notebook com Core i5 é R$ 2000,00. Por causa do preço ela terminou comprando um Acer com processador AMD A10, que pelo que pesquisei equivale a um i5, mas quando usei na primeira vez que ligou vi que ele era mais lento do que o meu atualmente. E também não gostei dele, porque além de ser de 15’’ (o que ela não se importou), ainda é muito grosso e pesado. O meu Lenovo é mais fino e mais leve. Tudo bem que o tamanho do notebook conta muito nisso, mas percebi que o notebook dela tem uma espessura maior do que a minha. Até entrada para monitor externo ou projetor tem, o que termina deixando o notebook mais grosso. Também não gostei do teclado dele, que tem teclas muito pequenas e pouco espaço entre elas. Percebi o quanto os notebooks Lenovo são bons e bem construídos. Eles têm um bom design, são bonitos e tem bons teclados. E o meu também veio com menos programas de terceiros instalados do que o Acer dela, o que incomoda.

Fico pensando, e se eu pudesse ter comprado um Macbook Air naquela época, como será que ele estaria agora, 1 ano depois? Já vi vários comentários de proprietários de Macbooks e todos dizem que estão com seus notebooks há 5 anos e é como se estivesse novo porque o desempenho é o mesmo e isso acontece porque a Apple controla o sistema e o hardware. Mas não sei até que ponto isso é verdade ou se só é fanboysismo. De qualquer forma, não vou poder ter um nem tão cedo. Esse Macbook Air está saindo de linha, porque o novo foi lançado esse ano, e tirando a tela, que foi um upgrade bem-vindo, o leitor de digitais e o peso diminuído, todo o resto foi piorado. Colocaram aquele teclado borboleta, que todo mundo diz que dá problema, tiraram as postas USB e de cartão de memória e substituíram só por duas portas USB-C. Mas o pior ficou por conta do processador, que é um Core i5 da linha Y, que eram os antigos Core M, que são piores que os Core I (que são os da linha U). Então você paga mais caro por um notebook pior. A melhor (ou menos pior) versão agora é o Macbook Pro. E se você não tiver um uso muito específico para ele, como para edição de vídeos, então é meio que um dinheiro desperdiçado, a não ser que você tenha muito e não sinta falta. É isso, ou um hackintosh, o que acho trabalhoso demais para algo que não vai ficar 100%. Comprar dos Estados Unidos ou do Paraguai também é uma boa opção. Ainda é caro, mas sai mais em conta do que comprar aqui, com certeza.

Mas enquanto o meu notebook Lenovo estiver funcionando bem, apesar de tudo, não tenho motivo para comprar outro notebook. Então o sonho de ter um Macbook Air já era, por causa do lançamento dessa nova versão, e de ter um Macbook de uma forma geral me parece agora distante, seja pelo preço estratosférico, seja pela falta de uma necessidade mais específica que justifique a compra, seja por eu não precisar trocar de notebook nem tão cedo.

Então, resumindo, no que se refere ao lado físico do notebook, estou satisfeito. O problema mesmo é com o Windows 10. Mas por enquanto esse uso atual que estou fazendo com o Windows e o Linux Mint está me servindo bem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Como é o meu dia a dia no trabalho

Faz quase dois meses que comecei a trabalhar. No dia da lotação (o dia em que você escolhe, dentre as opções disponíveis, onde quer ficar) só tinha disponíveis creches, não que não tivesse vagas em escolas, mas porque tinha sido uma ordem do Secretário da Educação, que disse que as vagas em creches tinham que ser preenchidas primeiro. Muita gente não gostou, porque existem mais escolas em mais locais, enquanto as creches nem sempre são de fácil acesso. Mas já desde aquele dia ficamos sabendo que em creche tem menos trabalho que em escola. O professor que nos recebeu nesse dia, que hoje trabalha na área administrativa do setor de lotação da Secretaria de Educação, disse que se fosse ele, ele iria preferir trabalhar mais em creche do que em escola (talvez para nos animar), porque as creches são mais tranquilas em trabalho e mais silenciosas, e que as crianças dormem no começo da tarde.

No dia seguinte eu já estava indo para a creche, no meu primeiro dia de trabalho. Como a secretaria é na parte da frente da creche e as salas é na parte de trás (e no meio tem um corredor e depois a cozinha), a gente que fica na secretaria não escuta som nenhum de criança, mesmo quando elas estão acordadas. É realmente muito tranquilo. Do lado da creche onde trabalho tem uma escola municipal, e sempre que eu passo por ela na rua e está na hora do recreio ou algo assim, é bem barulhento, com aquele som típico de escola.

O meu primeiro sentimento no trabalho, no meu primeiro dia, foi de decepção. Eu estava animado para começar e realmente queria trabalhar, trabalhar de verdade, mas não tinha nada para fazer. Assim que cheguei a gestora da creche me mandou ir num órgão da prefeitura, o mesmo onde foi feita a lotação, para entregar alguns papéis. Fui e quando voltei fiquei olhando para a cara dela esperando que ela me dissesse o que fazer, então ela disse que eu podia ficar no computador se quisesse, e que lá era assim, tinha dia que é bem tranquilo. No decorrer do dia aparecia alguém lá querendo pegar um brinquedo na brinquedoteca para levar para a sala de aula, então eu ia numa salinha que tem atrás da secretaria e pegava a chave. Ia lá na brinquedoteca e dava o brinquedo à pessoa que pediu, e anotava num caderninho o brinquedo que foi pego. Quando as crianças vão tomar banho, as estagiárias aparecem lá para pegar o sabonete líquido. A minha gestora prefere não dar o sabonete em si, então as estagiárias vêm com o frasco vazio, e eu pego um cheio e derramo no vazio até a metade (ordem da diretora) e elas levam. Às vezes vem uma professora pedir material de papelaria (cartolina, papel crepom, cola, tesoura, etc.). Então eu pego a chave de uma sala chamada de “Pedagógico”, que é uma bagunça só e tem muita coisa velha acumulada que poderia ir para o lixo, e pego o material que a professora quer e dou a ela. Essa é basicamente a minha rotina diária até hoje. Nos primeiros dias a diretora dizia “Jóckisan, pegue ali a chave de tal lugar”, “Pegue ali a chave da sala tal”. E eu pensava: “Poxa, o meu trabalho aqui é só pegar a chave!” kkkkk

Nos dois primeiros dias eu fiz apenas isso e passei a maior parte do tempo no computador sem ter nada para fazer. Eu me senti um inútil. Como é que o Secretário da Educação disse que era urgente a lotação dos novos servidores nas creches, se quando você chega lá não tem nada para fazer? E ainda tem um estagiário na secretaria de manhã, e uma professora readaptada fazendo trabalho de apoio à tarde. A sala é pequena, só tem duas mesas, sendo que uma é da diretora, e a outra é que tem o computador (apenas um computador), para ter 3 pessoas na sala (apesar que o estagiário da manhã falta muito, mesmo sendo filho da diretora). Eu realmente não esperava por isso, ainda mais porque a imagem que eu tinha do que era trabalho era aquela que eu tive no único estágio que fiz em 2014, onde não faltava trabalho, e quando você acabava uma coisa, tinha outra, e um atraso ou um dia de falta já deixava acumulado muita coisa.

No processo que levou até começar a trabalhar, o grupo das pessoas que foram nomeadas comigo criou um grupo no WhatsApp para trocar informações e tirar dúvidas entre a gente. Somos em 33, e essa comunicação foi e continua sendo muito útil. Por sorte lá não tem mensagens de bom dia e nem compartilhamento de correntes. É só conversa sobre trabalho e coisas relacionadas a isso (mas mesmo assim muita conversa. Tem dia que chega a ter mais de 300 mensagens, e só de conversa relacionada ao trabalho, coisas da prefeitura, etc.). E o pessoal é legal. E nesse grupo o sentimento geral era esse, todo mundo meio desanimado por não ter nada para fazer, com exceção de duas pessoas, que ficaram em creches maiores e que tinham muito trabalho para fazer desde o primeiro dia.

Nos outros dias que se seguiram foi aparecendo mais trabalho para mim. Hoje eu faço as folhas de ponto todo mês (mas não controlo as faltas, pelo menos não ainda), faço o relatório de faltas dos funcionários e estagiários (chamado de “Mapa de Faltas”, que nada mais é do que uma tabela para preencher) para enviar para a prefeitura, arquivo os documentos que chegam de materiais entregues na creche (de limpeza, alimentos, água, materiais escolares que a prefeitura manda, etc.) e declarações, guardo os materiais que chegam (os que forem materiais escolares/pedagógicos, quando é alimentos, quem cuida disso são as mulheres da cozinha), vou na prefeitura ou no outro órgão da Secretaria da Educação para a entrega de documentos, atendo telefone ou alguém que chega lá pedindo informação. Mas não faço tudo isso todo dia. Por isso tem dia que é mais agitado (mas nunca tão ocupado como era no meu estágio, e nunca com pressão, o que é ótimo), mas tem dia que é mais tranquilo e não tem nada para fazer. Vai variando.

Hoje já estou mais acostumado a essa rotina, acostumado até a ficar sem fazer nada. Não me sinto muito à vontade de ficar na internet lá, porque a minha mesa fica do lado do da diretora, mas não exatamente de lado, mas um pouco a frente. O monitor é alto e grande (deve ter umas 20 ou 20 e poucas polegadas), então dá para ver tudo o que faço, fico com aquela sensação de estar sendo vigiado, mesmo ela não estando olhando (ela fica no celular, bem entretida rs). Mas quando estou sozinho, o que acontece com certa frequência, é melhor.

Nas conversas do grupo do WhatsApp descobrimos que tem muita coisa que depende da gestora. Por exemplo, a minha carga horária é oficialmente de 8h + 1h de almoço, mas a minha gestora deu a opção de fazer horário corrido, ou seja, apenas as 8h. Ela disse que eu podia fazer corrido ou tirar 1h de almoço de quisesse, e eu disse que queria tirar 1h de almoço para poder almoçar, mas ela disse que lá todo mundo fazia corrido, mas que parava para almoçar. A diferença era que a pessoa não iria ter 1h de intervalo para ficar sem trabalhar e poder sair e comer fora, por exemplo, tendo que acabar de almoçar e voltar para o trabalho. Então escolhi fazer corrido mesmo (apesar que a “escolha” não era bem uma escolha, quando ela já tinha dito que lá todo mundo fazia corrido). No ponto eu tenho que colocar o horário com a 1h de almoço, porque esse é o horário oficial determinado pela prefeitura. Fazer corrido é um acordo informal que você faz com a diretora. Tem diretoras que permitem fazer horário corrido, mas tem outras que não deixam.

Tem gestora, como a minha, que deixa a gente almoçar o almoço da creche, tem outras que não deixam, porque dizem que a comida que chega é apenas das crianças, e então você tem que levar o seu de casa. Tem gestora que é mais centralizadora, outras são mais decentralizadoras e dão mais liberdade e mais trabalho. Tem gente do grupo do WhatsApp que faz coisas que não faço, o que mostra que até o seu trabalho vai depender da diretora delegar as funções. A maioria do grupo fez o Mapa de Faltas desde o mês que chegou, e eu só fiz o primeiro Mapa de Faltas dos funcionários esse mês. Tem diretora é mais gentil e amável. Tem gestora que é péssima, como o caso de uma moça do grupo que relata suas histórias horríveis. A minha gestora não é das mais simpáticas. Ela é exigente e chatinha, mas dá para levar tranquilo. Só em não ter pressão é uma benção. O meu chefe no estágio era pior. Tem gestora que ficou feliz ao descobrir que teria uma agente administrativa trabalhando. Outras foram indiferentes, como a minha, apesar de hoje eu achar que ela está percebendo a minha utilidade. Então como dá para ver, tudo depende da gestora, da personalidade dela e das suas regras. E é a gestora que decide o seu horário de trabalho. Tem gente que trabalha das 7h às 15h, outros das 7h às 16h. Eu trabalho das 10h às 18h, um bom horário porque não preciso me acordar tão cedo.

No geral, hoje, quase 2 meses depois, posso dizer que aquele sentimento de decepção já passou e que estou gostando do trabalho, já acostumado com ele. O único problema é que a creche onde estou é longe. Tem dia que chego em casa de 8h, 8h30. Teve um dia que cheguei de 8h45, sendo que largo de 6h da noite. Quando tenho sorte, chego em casa de 7h30, que é o horário normal. Se eu chego mais tarde que isso é porque o ônibus está demorando mais que o normal para passar, ou porque ele está vindo tão lotado que não para na parada, ou por causa de um engarrafamento demorado, e isso acontece com frequência. A volta para casa é o mais cansativo, principalmente quando eu venho o caminho inteiro em pé. Por causa disso estou pensando em pedir transferência para alguma escola mais perto para mim, e o prazo de transferência está aberto agora (depois só ano que vem). Os pontos negativos é que estarei me arriscando em relação à gestora e às outras pessoas que trabalham na escola. Lá na creche todo mundo é muito legal, as professoras, as cozinheiras, os porteiros e o pessoal dos serviços gerais, o que dá um ambiente leve e tranquilo de trabalho. Só pelo fato de eu ir para uma escola já sei que vou trabalhar mais, justo agora que me acostumei com o ritmo de trabalho da creche, mas o pior mesmo é que a gestora pode ser mais chata, mais exigente, mais complicada. E as outras pessoas também, apesar que a gestora é o pior, já que é com ela que estarei lidando na maior parte do tempo. Mas isso é algo a se colocar na balança, se vale a pena o risco para ficar num local mais perto de casa. Depois digo aqui o que decidi.

Publicado por Jóckisan às 23:54 em   |   Edit

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Já que Bolsonaro ganhou vamos torcer para que dê certo

Já falei aqui das minhas considerações sobre o 1º turno, e agora vou falar sobre o 2º turno. No 2º turno resolvi votar nulo. Achei Bolsonaro e Haddad dois extremos e não queria nenhum dos dois como presidente. Claro que um deles iria ganhar, e desde certo momento do 1º turno já estava claro que Bolsonaro iria ganhar. Que ele ganhasse, mas não iria ser com meu voto, até porque se algo desse muito errado não queria ficar de consciência pesada. Mas confesso que eu torcia para que Bolsonaro ganhasse, apesar de conscientemente não querer votar nele. Meu sentimento estava sendo mais anti-PT do que anti-Bolsonaro. O motivo de eu não votar nele são os seus discursos extremos e suas várias polêmicas. O cara que defende a ditadura, diz que ela foi a melhor época do Brasil, diz que não existiu tortura... Tudo isso muito absurdo. Mas eu concordava com algumas de suas propostas, como a desburocratização, diminuição de impostos, privatização, etc.

Bolsonaro sempre disse que não entendia nada de economia, mas depois de um tempo sendo assessorado por Paulo Guedes, o economista liberal que ele escolheu para ser seu futuro Ministro da Economia, ele começou a repetir o que ele dizia. Não conseguia ter profundidade, mas pelo menos já não dizia mais que não entendia nada de economia. Mas nem isso me passava confiança, porque Bolsonaro, que se dizia de direita, com 30 anos de mandato de deputado federal nunca demonstrou isso, agindo na verdade como esquerda e nacionalista. Claro, ele pode ter mudado sua posição recentemente, mas nem nas votações das reformas de Temer ele tomou uma posição. Para Bolsonaro era mais confortável falar coisas que criassem polêmicas diversas no campo social, para que as entrevistas fossem dominadas por isso, ao invés de propostas. Se a entrevista começava a falar de economia ou propostas ele ficava claramente perdido.

Mas mesmo assim aquelas ideias de direita, principalmente as da área econômica, me chamavam atenção, e por isso no fundo eu preferiria ele a Haddad. Com Haddad iríamos regredir à época de Dilma, iríamos andar para trás, e tudo o que passamos iria ter sido em vão. Protestos na rua, impeachment, reformas. Só depois de Bolsonaro ter vencido as eleições, foi que ele falou realmente de propostas, no seu discurso da vitória, transmitido simultaneamente em todas as emissoras da TV aberta e fechada por uma mesma câmera.

Bolsonaro ter ganhado essas eleições não mostra que o brasileiro está andando para a direita. Tem gente que nem sabe o que é direita. Bolsonaro ganhou pelo seu populismo e discurso forte contra a violência. Ele é venerado pelos seus seguidores, que não aceitam uma crítica, e ao mesmo tempo não sabem contra-argumentar a não ser com xingamentos. O mesmo fenômeno acontece com os seguidores de Lula, e é por isso que essas eleições foram tão polarizadas e o sentimento de ódio entre os dois extremos era tão grande. Esse tipo de comportamento do eleitor é ruim para o próprio país, porque vários outros políticos se apoiam num dos dois políticos adorados para serem eleitos, muitas vezes sem nem fazer tanto esforço. Aqui no Nordeste deputados, senadores e governadores foram eleitos e reeleitos usando o nome de Lula. Se não fizessem isso talvez não teriam ganhado. Em outros estados candidatos a governo se apoiaram em Bolsonaro, como foi o caso de Romeu Zema, em Minas Gerais, Wilson Witzel, no Rio de Janeiro, e João Doria em São Paulo. Nenhum dos 3 eram do partido de Bolsonaro, e Bolsonaro não apoiou formalmente nenhum deles, mas o 3 resolveram usar o nome de Bolsonaro para se promover e foi assim que se elegeram governadores de seus respectivos estados. O caso de Zema foi o mais emblemático. Nas considerações finais do último debate de televisão do 1º turno, na Globo, ele disse que para o Brasil mudar o eleitor deveria votar em João Amoêdo, do seu partido, ou em Bolsonaro. Isso bastou para que ele saísse da 3ª colocação nas pesquisas e decolasse para a 1ª, e depois vencesse o 2º turno com folga. Outros políticos ao ver isso copiaram a ideia, mesmo sem autorização de Bolsonaro ou sem o apoio formal dele.

O ruim desse sentimento de que um político irá resolver todos os nossos problemas é tão ruim, porque termina elegendo políticos que não necessariamente são bons, apenas porque usou o nome do seu político preferido. É ruim também porque você não consegue enxergar os seus erros e pontos fracos. Defendem Bolsonaro de todas as acusações de polêmicas que ele já disse, e defendem Lula dizendo que ele não é corrupto porque não há provas concretas. É ruim porque endeusam uma pessoa que também é humana e está passível a cometer erros. É ruim porque se cria uma expectativa muito alta, que pode não virar realidade.

Como eu estava dizendo, Bolsonaro ter ganhado não significa que o povo está virando de direita, porque ele ganhou na base do populismo, da figura que criou. A direita no Brasil está começando a surgir, no entanto, e vou falar mais disso em outro post. Mas definitivamente Bolsonaro ter ganhado mostra que o sentimento anti-PT está muito grande. Ele foi visto como o único capaz de vencer o PT. No Nordeste o PT e Lula ainda são muito fortes, mas no resto do Brasil Bolsonaro conseguiu ultrapassar isso. Minas Gerais, que é um estado forte para a esquerda, elegeu um governador de direita, do Partido Novo (Romeu Zema, aquele que falei que usou o nome de Bolsonaro para se promover). Dilma, que é do Rio Grande do Sul, foi candidata ao Senado por Minas Gerais, onde avaliou que tinha mais chances de ganhar. Ela aparecia em 1º lugar nas pesquisas, mas ficou em 3º e perdeu. E Janaina Paschoal, do PSL, advogada que foi uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma, foi candidata a deputada estadual em São Paulo, e foi eleita com 2,06 milhões de votos, sendo a deputada mais bem votada do Brasil (LINK: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/10/08/janaina-paschoal-e-a-deputada-mais-votada-na-historia-do-pais.ghtml). Ela poderia ser eleita deputada federal, se quisesse. Isso passa uma clara mensagem nessas eleições, em que o povo mostrou a sua alta rejeição pelo PT. Não elegeram a ex-presidente que sofreu impeachment, mas elegeram a advogada que escreveu o impeachment. Agora já não se pode mais falar que o que aconteceu em 2016 foi golpe, porque agora o povo respaldou esses acontecimentos nas urnas.

De qualquer forma, independente do motivo que levou Bolsonaro a ser eleito, agora que ele estará no poder, vamos torcer para que dê certo. Até porque se esse governo dele não der certo, se for cercado de polêmicas, casos de corrupção ou se não atingir os resultados esperados, será um governo marcado como “o governo de direita”, mostrando como ele pode ser ruim e danoso para o Brasil, tirando as chances de gente boa que tem por aí como João Amoêdo. Não será só a imagem de Bolsonaro a ficar manchada e sim a da direta em si, que estará mal representada caso os resultados sejam ruins. E não só por isso torço para o governo ser bom, mas também porque quero que as coisas realmente melhorem aqui no Brasil. Ninguém merece passar mais 4 anos de crise. A crise em si já passou, mas os efeitos dela a gente ainda sente na pele, como a questão do alto desemprego.

Uma das promessas de campanha de Bolsonaro era não colocar políticos no comando dos ministérios e sim gente técnica, entendida daquele assunto, e até aqui ele vem cumprido a sua promessa. A maioria dos nomes anunciados para compor a sua equipe de ministros no ano que vem é interessante, como por exemplo, colocar um diplomata no Ministério das Relações Exteriores, um general no Ministério da Defesa, outro general no GSI (área de assessoramento sobre assuntos militares e de segurança), um astronauta no Ministério da Ciência e Tecnologia, um juiz no Ministério da Justiça, etc. Também é interessante a busca de Paulo Guedes por pessoas entendidas na área de economia e finanças no setor privado. Gente realmente entendida do assunto e com experiência. Isso me faz ficar com boas esperanças quanto a economia. Mas não pode ser feita uma mudança brusca em tão pouco tempo, senão as consequências poderão ser ruins. De pouco em pouco vai ajeitando as coisas. E muito provavelmente os 4 anos não serão suficientes para deixar as coisas 100%. Mas vamos ver o que o futuro nos espera.

Bolsonaro poderia não ser a minha primeira escolha, mas ele tem algumas boas propostas, algumas boas ideias. Não votei nele por causa de suas polêmicas. Quis me prevenir. Mas se ele fizer um bom governo eu posso votar nele nas próximas eleições. Se não fizer, não voto de novo. Mas já que ele já ganhou agora, só nos resta torcer, para o bem de todos, que dê certo.

Publicado por Jóckisan às 23:31 em   |   Edit